Resultados de Pesquisa

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31 de jul. de 2007

Confiança da indústria é a melhor da história em julho, diz FGV

Por: Invertia

A confiança da indústria brasileira atingiu em julho o maior nível da série histórica da Fundação Getúlio Vargas (FGV), iniciada em 1995, refletindo uma melhora tanto da avaliação da situação atual como das expectativas. O índice avançou 2,9% sobre junho e 15,8% contra julho de 2006, atingindo uma leitura de 121,7.

O componente de situação atual avançou 0,7% ante junho, para 123,7 em julho, o melhor dado desde abril do ano passado.

Sobre o presente, a melhor avaliação foi em relação à demanda, sendo que a porcentagem de empresas que a avaliam como forte passou de 14% em junho para 25%.

O componente de expectativas subiu 5,3%, para 119,7 neste mês. Foi a melhor leitura desde julho de 2004.

Quanto às expectativas para o emprego, a indústria destacou-se, com 32% dos empresários projetando admissões nos próximos três meses.

29 de jul. de 2007

Avalanche de processo dificulta trabalho da Procuradoria do Estado

Com um desfalque de 15 profissionais no quadro de 70 cargos efetivos, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) funciona atualmente com o dobro de processos tramitando em relação à média registrada três anos atrás. A avalanche de documentos tem comprometido o trabalho de defesa jurídica do Estado ao ponto de não comportar mais papéis nas preteleiras da instituição. ‘‘Nós tínhamos em torno de 24 mil processos em 2003, hoje essa média passa de 50 mil’’, confirma o procurador geral, Francisco de Sales, que na tentativa de amenizar o problema trouxe de volta ao cargo cinco dos seis procuradores que estavam afastados do quadro da PGE. Mesmo assim, ele admite: ‘‘Estamos com problemas para acondicionar a avalhanche de processos.’’

De acordo com Sales, a escassez de procuradores se deu porque houve demora na nomeação dos aprovados no concurso público realizado em 2001. ‘‘Os aprovados tinha um alto nível de qualificação e acabaram passando em outros concursos e assumindo cargos bastante concorridos’’, justificou. O procurador diz que está pleiteando junto à Governadoria um novo concurso para o próximo ano. Para evitar a perda de prazos em decorrência do acúmulo de processos, o procurador geral diz que está criando núcleos de apoio, sobretudo no setores do contencioso e de execução fiscal. É permitido à PGE disponibilizar sete procuradores para trabalhar em cargos da esfera administrativa do governo do estado, mas segundo Sales atualmente apenas um está nessa situação. Apesar das dificuldades, o procurador Francisco de Sales garante que o trabalho da PGE tem uma resposta eficiente. ‘‘Em que pese isso tudo, a defesa do Rio Grande do Norte está entre os maiores níveis de sucesso do país’’, afirma. A maior parte dos processos acumulados na Procuradoria está no Núcleo de Execuções Fiscais.

EUA vendem 20 mil milhões de dólares de armas para conter o Irão

Médio Oriente

Rita Siza

Os Estados Unidos preparam-se para assinar, na próxima semana, novos acordos de venda de armas com vários países aliados do Médio Oriente - uma medida destinada a conter a crescente importância do Irão e a reforçar a influência norte-americana na região. Os negócios, no valor global de 20 mil milhões de dólares, envolvem a Arábia Saudita (o maior beneficiário), os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait, o Qatar, o Bahrain e o Sultanato de Omã.

Haverá ainda dois pacotes de ajuda militar, por dez anos, a Israel e ao Egipto, que ascendem a mais de 40 mil milhões de euros.

Estes acordos, que representam a maior negociação de armas da Administração Bush, têm um objectivo estratégico defensivo. Segundo fontes oficiais citadas pelos jornais sob anonimato, a ideia é fortalecer a capacidade de resistência dos países pró-ocidentais do Médio Oriente perante a expansão do Irão, que tem desafiado a comunidade internacional com o seu programa de enriquecimento de urânio, o qual, teoricamente, permitirá a produção de armas nucleares.

"Este é um desenvolvimento importante no quadro de uma estratégia regional mais vasta, que assenta na manutenção de uma forte presença americana na região", disse um dos responsáveis pelas negociações ao diário The Washington Post. "Estamos muito atentos às necessidades dos nossos aliados e também ao aumento da musculatura e agressividade do Irão. Uma maneira de lidar com esse problema é tornar mais fortes os nossos amigos e aliados.

"Os acordos estão a ser negociados há meses pela Casa Branca, e só deverão ser fechados esta semana, aproveitando a deslocação da secretária de Estado, Condoleezza Rice, e do chefe do Pentágono, Robert Gates, ao Egipto e à Arábia Saudita.

Arsenal sofisticado

Para já, o que se sabe é que a venda envolve um arsenal sofisticado de combate e de defesa aérea, como por exemplo mísseis ar-ar e outras bombas de precisão teleguiadas - os pormenores finais em termos de modelos e quantidades só deverão ser acertados nos próximo dias.

"Esperamos convencer o Congresso a manter a nossa tradição de negócios militares com os seis países membros do Conselho de Cooperação do Golfo" Pérsico, sublinhou ao Washington Post um dirigente ligado às negociações.

A Administração manteve já alguns encontros preparatórios com os legisladores, que terão acolhido bem a proposta, apesar de os apoiantes de Israel sempre manifestarem um certo nervosismo quando se fala na venda de armas aos seus vizinhos árabes.

Para minorar essas reservas, a Casa Branca anunciou igualmente a renegociação do acordo de cooperação militar com o Estado judaico, que expirava este ano.

Depois de ter cessado a ajuda económica a Israel, que se tornou num país industrializado, os EUA decidiram expandir os montantes da assistência militar: o novo protocolo prevê um aumento de mais de 40 por cento da actual comparticipação anual, para um total que ultrapassa os 30 mil milhões de dólares e se destina a ajudar os israelitas a manter a chamada "vantagem militar qualitativa" sobre as restantes potências da região. Como referiu um oficial do Pentágono, Israel precisa de substituir o seu arsenal depois do esforço da guerra contra o Hezbollah no Líbano no Verão de 2006.

O nervosismo que o negócio de armamento pode suscitar não diz respeito exclusivamente à posição de Israel. O acordo com a Arábia Saudita surge num momento particularmente tenso das relações entre os dois aliados. Os EUA estão muito insatisfeitos com o alegado papel da família real em Riad no apoio (financeiro) às organizações sunitas iraquianas que se opõem ao Governo do primeiro-ministro, Nouri al-Maliki - os americanos foram completamente apanhados de surpresa quando o rei Abdullah Aziz classificou a intervenção militar no Iraque como "ocupação estrangeira ilegal".

Ainda na semana passada, o embaixador americano na ONU (e antigo representante dos Estados Unidos em Bagdad) acusou a Arábia Saudita de estar a levar a cabo uma "política de destabilização no Iraque", num texto publicado no diário The New York Times. "Os países árabes sunitas da região devem passar uma mensagem afirmativa e positiva aos moderados do Governo iraquiano, para que estes saibam que os seus vizinhos estão com eles e os apoiam", sublinhou ontem ao NYT um responsável envolvido no processo. Segundo os americanos, entre 60 e 80 por cento dos operacionais jihadistas que chegam ao Iraque para executar ataques terroristas passam a fronteira saudita sem qualquer problema.

28 de jul. de 2007

Procon notifica lojas no Colonial Shopping

Por Jully Camilo

No Brasil inteiro 30% das lojas comerciais apresentam algum tipo de irregularidade. Por isso, a equipe do Procon realizou na manhã de ontem, 27, uma blitz nas lojas do Colonial Shopping, na Rua Grande. O objetivo dos fiscais era garantir o cumprimento do Código de Defesa do Consumidor, no tocante à disposição dos preços nas vitrines de forma que o consumidor possa ver com facilidade. Algumas lojas foram notificadas, entre elas a do Boticário, São Paulo Jóias, Armazém Paraíba e Paraíso dos Pés. Umas por ausência ou disposição inadequada das etiquetas, outras pela pouca visibilidade dos preços.

O chefe de fiscalização Jefferson Nogueira informou que, no último dia 3, o Procon do Maranhão comemorou 20 anos e, para celebrar a data, realizou uma blitz educativa pela Rua Grande e nos principais shoppings da cidade para mostrar, tanto a vendedores quanto a consumidores, seus direitos e deveres. “Em muitos casos podemos observar que a desinformação é o principal complicador nas relações comercias. Por isso tentamos conscientizar os lojistas e agora viemos cobrar tudo o que foi repassado. As etiquetas devem ser expostas em tamanhos e locais visíveis de fácil identificação aos olhos do cliente, respeitando assim o direito do consumidor”, declarou.

Jefferson Nogueira explicou que além das vitrines, também foi comparada diferença entre os preços para compras à vista e no cartão, bem como a duplicidade de preços. Isso acontece quando uma mercadoria possui um preço na vitrine e outro no interior da loja.

Segundo Jefferson Nogueira, no momento em que é detectada alguma irregularidade é gerado um auto de infração, que vai se transformar em um processo administrativo. Dependendo do grau da infração tem-se o valor da multa, que é calculado sobre a Unidade Fiscal de Referência (UFIR) e pode variar de trezentos a cinco milhões de UFIRs. Em casos mais graves pode ocorrer inclusive o fechamento da loja.

As ações de fiscalização do Procon são realizadas rotineiramente e sem qualquer aviso prévio. Uma vez por mês é realizada uma grande ação de fiscalização em shoppings e no centro comercial da capital. “Gostaria de registrar que as lojas notificadas têm o prazo máximo de 10 dias para apresentar sua defesa, caso isso não seja feito, ou a defesa recusada a multa é gerada em cima de cada produto sem etiqueta ou com a exposição das mesmas de forma errada”, afirmou o chefe de fiscalização.

Brasil vence mais uma batalha contra os EUA na OMC

O Brasil conseguiu mais uma vitória na Organização Mundial do Comércio (OMC), na ação que move contra os Estados Unidos por causa dos subsídios domésticos e às exportações de algodão. Um relatório preliminar distribuído nesta sexta-feira aos governos dos dois países em caráter confidencial reconhece que as mudanças determinadas pela OMC nos programas de ajuda aos produtores e exportadores americanos, determinadas pelo organismo em numa primeira ação, em 2005, não são satisfatórias.

- O Brasil recebeu com grande satisfação o relatório preliminar - disse o subsecretário para Assuntos Econômicos e Tecnológicos do Itamaraty, Roberto Azevêdo.

Azevêdo evitou falar sobre o documento, em razão de sua confidencialidade. Mas fontes da área diplomática afirmaram que o painel (comitê de árbitros) aberto pelo Brasil reconheceu a maior parte dos pontos questionados. A posição final da OMC, porém, só deverá ser conhecida em fevereiro do ano que vem. Isto porque os EUA têm direito a recorrer da decisão.

Assim que o relatório final do caso sair, e sendo favorável ao Brasil, o governo brasileiro voltará a exigir direito a retaliação. Na época em que foi aberto o primeiro painel, há cerca de dois anos, o país pedia uma compensação de US$ 3 bilhões por conta dos subsídios à exportação e US$ 1 bilhão correspondente à ajuda doméstica, tida como ilegal pelo reclamante. O processo, entretanto, foi interrompido por uma trégua temporária com os americanos.

- De forma geral, a retaliação ocorre na área comercial, com a taxação de uma lista de produtos - explicou Azevêdo.

Da Agência Brasil

Caos aéreo em SP provoca queda na ocupação de hotéis

Por Adriana Carranca

Agência Estado O mais recente capítulo da crise aérea, deflagrado pelo acidente com o vôo 3054 da TAM, no dia 17, provocou uma queda imediata de 15% na ocupação dos hotéis na capital paulista - passando de 70% para 60% dos quartos. A redução, acreditam empresários do setor, é resultado do temor dos passageiros com relação à segurança e ao agravamento dos atrasos e cancelamentos tanto no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, como no Aeroporto de Congonhas, que chegou a fechar, teve a venda de passagens canceladas e o número de vôos limitado.

Pequenos eventos e reuniões de negócios, que costumam garantir a ocupação dos hotéis da capital, foram cancelados nos últimos dias ou adiados. Os pedidos de reservas para hotéis da Rede Accor, como o Ibis São Paulo Congonhas, que fica próximo ao aeroporto, diminuíram em 17% na última semana. “As pessoas estão esperando que a situação se normalize”, diz o presidente da São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPC&VB), Orlando de Souza.

Empresários acreditam, no entanto, que o setor deve se recuperar em agosto. “Houve um desarranjo da malha viária e, é claro, isso teve como efeito imediato a redução do número de viagens, que ainda deve durar alguns dias”, diz o presidente da São Paulo Turismo (SPTuris), Caio Luiz de Carvalho. Ele compara a situação atual com os dias que sucederam os ataques promovidos pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital em São Paulo, em maio de 2006. “Tivemos um impacto instantâneo, mas depois a situação voltou ao normal.”

A limitação de Congonhas para vôos com destino a nove capitais paulistas e o interior não deve implicar em maiores prejuízos para o turismo na capital, dizem os empresários, porque exclui principalmente as conexões. “O importante é acabar com a orgia que acontecia em Congonhas, aumentar a credibilidade e a segurança. São Paulo é a capital dos negócios do País. As pessoas vão se adequar e encontrar alternativas”, diz Carvalho.

Segundo ele, o setor de feiras, congressos e convenções não deve sofrer impacto. O calendário de eventos na cidade está fechado até 2011 e não teve cancelamentos até agora. A expectativa do mercado era de que isso ocorreria como efeito da repercussão internacional da crise. “Mas a nomeação do novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, teve um efeito tranqüilizador. Em um ou dois meses, espera-se que o governo tenha um plano definitivo para a viação e isso ajudaria a normalizar o setor. Pelo menos, o ministro já deu sinais de que a crise tem agora um único comando e isso é positivo para a imagem no Brasil lá fora.”

As informações são de O Estado de S. Paulo.