Resultados de Pesquisa

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20 de ago. de 2007

Incidente com avião da Gol gera pânico em Goiânia

Um avião da Gol, que fazia o vôo 1355, de Goiânia para Guarulhos, teve problemas na decolagem no Aeroporto de Goiânia. Os passageiros entraram em pânico. Segundo Flávia Fonseca, mulher do cantor Luciano, da dupla Zezé de Camargo e Luciano, que estava no avião ao lado da assessora Arleide Caldas, o avião estava preparado para subir quando, de repente, brecou e bateu fortemente no solo.

"Eu estava na primeira fileira, ele estava em alta velocidade, acelerando. O bico não estava mais no solo. Do nada, brecou e foi quicando no solo. Sentimos como se estivesse quase saindo da pista. Foi uma cena de horror. As pessoas levantaram e começaram a gritar e pedir para descer. Muitos tiveram crise nervosa", conta Flávia, que falou por telefone com O Globo Online.

Flávia afirmou que machucou o braço e está com muita dor no pescoço. Ela reclama que a Gol não deu satisfação para os passageiros.

"O comandante não disse o que aconteceu. Mandou apenas que ficassem calmos e disse que voltaria para que pudéssemos desembarcar. Estávamos todos desesperados e eles disseram que iam fazer manutenção no avião", diz ela.

Flávia retornou para o flat onde estava hospedada em Goiânia e comprou uma passagem para viajar a São Paulo num vôo de 18h, da TAM.

Segundo ela, os demais passageiros ficaram no aeroporto."Muita gente vomitou e ficou com o nariz sangrando. Ninguém deu satisfação e sequer prestaram assistência", diz.

A Gol divulgou nota afirmando que o avião que fazia o vôo 1355, que partiria de Goiânia, em Goiás, com destino ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, teve um "acendimento da luz de aviso do sistema hidráulico". Segundo a empresa, os passageiros foram desembarcados e reacomodados em outros vôos.

Da Agência O Globo

19 de ago. de 2007

País marcado pela violência

Afeganistão festejou dia da sua independência

Uma cerimónia no estádio de Cabul, que incluiu um desfile militar, assinalou ontem o aniversário da independência do Afeganistão. Mas o dia-a-dia no país continua a ser marcado pela violência.

Só este ano já morrem 3.400 pessoas. O Afeganistão, confrontado com uma espiral de violência que este ano causou pelo menos 3.400 mortos, festejou ontem o dia da sua independência, obtida da Grã-Bretanha em 1919, com uma cerimónia no estádio de Cabul que incluiu um desfile militar.

“A educação é a única via para nos levar ao progresso e ao desenvolvimento”, disse o presidente afegão, Hamid Karzai, num discurso pronunciado durante este acto. Após a sua intervenção, teve lugar um desfile militar e de grupos tribais, que depois deu lugar a um grupo de crianças que exibiu danças tradicionais do país.

“O 88º aniversário da independência do Afeganistão das forças britânicas é celebrado num tempo em que o nosso país está de novo ocupado pelas mesmas forças”, ironizou o mulá Omar, líder dos talibãs, num texto publicado na página Internet dos insurrectos.

O líder dos talibãs apelou a todos os afegãos que apoiam o Governo a unirem-se aos insurrectos na sua “luta pela liberdade do país”. A violência no Afeganistão recrudesceu com a chegada da Primavera ao país, onde são constantes os combates entre as forças internacionais e afegãs com a rebelião talibã.

RaptoÀ margem das cerimónias, decorrem intensas buscas para encontrar uma alemã raptada sábado em Cabul por homens armados, em plena luz do dia, informaram fontes diplomáticas na capital afegã. “Estamos a actuar com vista à libertação” da mulher, de 31 anos e funcionária da organização não governamental Ora Internacional, confidenciaram diplomatas ligados ao processo.

“Contamos encontrar depressa uma solução” para este sequestro, acrescentaram, justificando que na fase actual “não estão autorizados a fornecer mais informações”.

O porta-voz do ministério do Interior afegão, Zamara Bashary, informou que as forças da polícia “isolaram a zona do rapto” e que existe esperança de um bom resultado. “Vamos prender os criminosos e metê-los na prisão”, afirmou, garantindo que as autoridades afegãs não tencionaram negociar com os sequestradores.

Os raptores foram de imediato classificados como “bando de criminosos” por aparentemente não estarem ligados aos talibãs.

Intensas buscas para encontrar uma alemã raptada Desfile militar assinalou o aniversário da independência do AfeganistãoEPA/Lusa

Gás vaza e menina de 12 anos morre em flat no Rio de Janeiro

Irmã, de 5 anos, ficou ferida e está internada; apenas uma ambulância estava disponível para o resgate

Fabiana Cimieri, do Estadão

RIO - Um vazamento de gás provocou a morte de uma menina de 12 anos em um flat na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Na tarde de sábado, 18, Kawai Baisotti estava tomando banho com a irmã, Keilua, de 5 anos, enquanto o padastro das meninas falava com a mãe delas, ao telefone.

Apenas uma ambulância estava disponível para socorrer as meninas. O médico-bombeiro optou por levar Keilua para o hospital porque Kawai já estava com parada cardíaca. Segundo o relações-públicas do Corpo de Bombeiros, as manobras de ressuscitação cardiovascular não podem ser feitas com a ambulância em movimento. Uma equipe de enfermeiros tentou reavivar Kawai, mas não teve sucesso.

O delegado Carlos Nogueira, da 16ª Delegacia de Polícia (Barra), investiga a hipótese de homicídio culposo (sem intenção de matar) no vazamento de gás que matou Kawai e deixou Keilua ferida. "Em princípio parece um acidente, mas vamos apurar se houve descuido de quem tomava conta delas ou do condomínio. Instaurei um procedimento para apurar se houve homicídio culposo", disse o delegado, depois de ouvir o depoimento do padrasto das meninas, o contador Antonio José Dutra.

Depoimento

Chamado para prestar depoimento à polícai, o padrasto das meninas afirmou que o que aconteceu foi um acidente. "Foi uma fatalidade, perdemos a luz das nossas vidas", disse, chorando muito. O enterro de Kawai depende da chegada dos pais da menina. Elas moravam com a mãe na Itália e estavam de férias na casa dos avós maternos. Ao saber do acidente, mesmo sem ter sido informada da morte da neta mais velha, a avó passou mal e está internada num hospital particular da Barra da Tijuca.

Antonio José contou à polícia que, na hora do vazamento, estava com a mulher no telefone. Ele estranhou a demora e, como elas não responderam, entrou no banheiro e encontrou-as desmaiadas no chão. De acordo com os bombeiros, quando eles chegavam, os corpos haviam sido movidos para a sala.

Nesta tarde, Keilua foi transferida para a UTI pediátrica de um hospital particular na zona sul do Rio. Seu estado de saúde era estável e ela respirava sem aparelhos, mas ainda não estava se alimentando normalmente. Segundo amigos da família, ela ainda não foi informada da morte da irmã. O corpo de Kawai continuava no Instituto Médico-Legal aguardando que algum parente fizesse a liberação.

Causas

A perícia preliminar, segundo Nogueira Pinto, aponta para a falta de conservação da instalação de gás. O banheiro não possuía janela e, uma das hípóteses é a de que a chama-piloto do aquecedor tenha apagado. O delegado pretende ouvir ainda o proprietário do imóvel e a Companhia Estadual de Gás (CEG), responsável pela distribuição de gás no Rio.

Em nota, a CEG lamentou o acidente e informou que "as causas são desconhecidas, e que dará toda assessoria técnica necessária para detectar o motivo do acidente".

Na segunda-feira, às 11 horas, técnicos da companhia irão acompanhar os peritos do Instituto de Criminalista Carlos Éboli (ICCE) numa vistoria técnica do local "para detectar se o aquecedor está regulado e instalado de acordo com as normas de segurança".

Furacão Dean pode chegar à categoria 5 nesta segunda

Da Gazeta Press

MIAMI (EUA) - O Dean, que avança neste domingo pela costa sul da Jamaica, tem potencial para passar da atual categoria 4 para 5 (nível máximo da escala Saffir-Simpson) na segunda-feira, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, sigla em inglês).

"Dean tem potencial para se transformar em um furacão de categoria 5, no noroeste do Mar do Caribe amanhã (segunda-feira)", disseram os meteorologistas James Franklin e Jamie Rhone, na última nota do NHC divulgada às 21h GMT (18h de Brasília).

O furacão Dean avançava, margeando a costa sul da Jamaica, na direção do Golfo do México, a uma velocidade de 32 km/h, com ventos máximos de 230 Km. Seu centro estava localizado a 80 km de Kingston e a 515 km da ilha Grande Cayman, informou o órgão.

O centro do "extremamente perigoso" furacão passará pela costa jamaicana ou apenas ao sul "nas próximas horas". O aviso de furacão se estende às ilhas Cayman, pelas quais o Dean passará amanhã. O NHC também adverte sobre o perigo de tempestades tropicais na zona sul-leste e, em Belize, até a fronteira com o México.

Alemã raptada em Cabul apela por libertação

Afeganistão

Cabul

A mulher surge num vídeo emitido por uma televisão local.

A mulher de nacionalidade alemã raptada em Cabul, no Afeganistão, surge num vídeo a apelar pela libertação. Ao que tudo indica, os raptores não são talibãs, mas exigem ao Governo afegão a libertação de prisioneiros.

A autenticidade do vídeo emitido por uma televisão local ainda não foi reconhecida. A mulher diz chamar-se Christina Barbara Meier e apela ao Governo alemão que faça tudo pela libertação. A mulher, que afirma trabalhar numa organização humanitária, mostra documentos de identificação e nomes de familiares. Um homem surge também nas imagens, negando qualquer ligação aos talibãs e exigindo ao Governo afegão a libertação de prisioneiros.

Tudo leva a crer que os raptores não pertençam à guerrilha talibã, que raptou cerca de 30 pessoas em várias zonas do país, nas últimas semanas. O Ministério do Interior diz mesmo que os raptores devem pertencer a um gang criminoso.

A polícia afegã ainda situa as buscas nos arredores de Cabul, onde a mulher alemã foi raptada, enquanto almoçava na companhia do marido.

18 de ago. de 2007

Dondoca é uma espécie em extinção

Pesquisa do IBGE confirma que mulher enfrenta tripla jornada com casa, trabalho e cuidado com a família

PEDRO VILELA

A arquiteta e urbanista Andrea Michelini de Moura não reclama muito porque o marido até ajuda, mas a responsabilidade é dela, que cuida da casa, das crianças e da empresa

HELENICE LAGUARDIA/ ESPECIAL PARA O TEMPO

Casa, comida e roupa lavada é uma promessa que as mulheres brasileiras gostariam que os homens cumprissem mais. Um estudo divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a divisão do tempo para os afazeres domésticos revela que até cresceu a proporção de homens que dizem limpar a casa, lavar a louça, fazer comida ou cuidar dos filhos. Em 2001, eram 42,6% da população masculina. Em 2005, esse percentual subiu para pouco mais da metade: 51,1%. O avanço, no entanto, ainda é irrisório quando se leva em conta que, entre as mulheres, a proporção chegava a 90,6%.

A economista e técnica do IBGE Cristiane Soares, 31, solteira e sem filhos, não quer marido que dê trabalho. Ela coordenou a pesquisa Tempo, Trabalho e Afazeres Domésticos: um estudo inédito do órgão baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2001 e 2005. "O alvo do levantamento foi o uso do tempo e como a mulher e o homem possuem jornadas distintas em casa e na empresa, além de incluir o tempo gasto com deslocamento do local de trabalho até em casa", explica.

A pesquisadora não aponta dados animadores. "A mulher só tem quatro horas por dia para se dedicar ao estudo, lazer e cuidados pessoais, enquanto o homem tem, em média, cinco horas", diz. Entre as duas faces da moeda dos sexos, a mulher está submetida ainda a uma "tripla jornada" constituída dos afazeres domésticos, profissionais e o cuidado com os pais diante de uma população que assiste a um envelhecimento crescente.

Na região Sudeste a jornada da mulher é bem maior que nas outras regiões. Segundo a pesquisa, as mulheres dedicam 36,7 horas semanais para a vida profissional, em média, e os homens 44,2 horas semanais. Já no trabalho de casa, os homens dedicam apenas nove horas por semana, enquanto as mulheres gastam 21,3 horas semanais. Em termos gerais, a pesquisadora divide o universo masculino pela metade - 50% dos homens não realizam tarefas domésticas.

"Fazer é fácil"

Rodrigo Maciel, 31, pai de Tiago e professor de educação física, está na metade que ajuda. Ele colabora nos afazeres domésticos e toma conta do filho de 9 meses, adaptando os horários de trabalho na academia de ginástica à rotina da casa. "Minha mulher é pediatra e faz plantões, então tem dia que eu durmo com ele", explica. Ele conta que a rotina inclui "dar fruta no horário certo, mamadeira, banho, trocar fraldas, passear e até escolher a roupinha que combina com o Tiago". Para ele não é exaustivo, é uma questão de planejamento pessoal. Para quem não é muito animado com a vida doméstica, ele aconselha: "Estão perdendo uma boa parte da vida ao não ver o filho crescendo e não ajudar a mulher. Fazer menino é muito fácil". (Com Folhapress)

Homem ajuda pouco e dá trabalho

Não são apenas os filhos os responsáveis pela sobrecarga de trabalho doméstico feminino. O estudo do IBGE mostra que ter um homem em casa dá trabalho, independentemente do tamanho da família. Entre casais sem filhos, a média de horas por semana para os homens é de 10,2. Para mulheres, chega a 26,7.

Quando há filhos, a divisão fica em 9,2 horas semanais para eles e 26,7 para elas. Se todas as crianças forem menores de 14 anos, a jornada doméstica dos homens fica praticamente inalterada (9,5 horas) e a das mulheres chega ao pico de 29 horas.

Andrea Michelini de Moura, 34, arquiteta e urbanista, mãe de Giziet e Isabelle, casada com o funcionário público Daniel, 36, não foge à luta. “Parece que meu dia não cabe em 24 horas”, diz sobre a jornada sobrecarregada pela educação dos filhos, o cuidado com a casa, a empresa e o marido.

A emancipação feminina para ela foi um “abacaxi”. “Eu gosto de trabalhar, mas o homem ficou passivo”, diz. “Não posso reclamar do meu marido porque ele ajuda muito, mas a responsabilidade é minha”, conta a profissional que se desdobra para ficar com as crianças pela manhã e estende a jornada de trabalho na empresa à tarde e à noite. Sobre o futuro, ela não se anima. “É cultural, homem faz o trabalho doméstico como se fosse um favor.” (HL Com Folhapress)