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12 de set. de 2007

Manchetes dos jornais de hoje

Veja as manchetes dos principais jornais brasileiros Congresso em Foco

Jornal do Brasil

Planalto promete a salvação

Na véspera da sessão que definirá o futuro político do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o Palácio do Planalto entrou de corpo e alma para salvar a pele do aliado. Mas estipulou seu preço. Renan terá de se comprometer com todas as letras a se licenciar da presidência da Casa para que o governo se mobilize pela captação dos votos dos senadores ditos indecisos.

O acordo proposto pelo Planalto é o de que o presidente do Senado, primeiro a discursar na sessão secreta convocada para as 11h, anuncie seu licenciamento. Feito isso, o governo entra em campo para virar a favor de Renan os votos de 11 parlamentares que aguardam o termômetro da sessão para decidir para qual lado penderão seus votos.

Até o início da noite de ontem, Renan ainda não tinha batido o martelo sobre a questão. Em público, repetiu seguidas vezes que a licença do cargo de presidente do Senado ou a renúncia não fariam parte de seus planos. O tom, nas conversas reservadas, era bem diferente.

Força Nacional trabalha de graça no Rio desde o Pan

Enquanto o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Antônio Carlos Biscaia, anuncia a permanência definitiva de 1.200 homens da Força Nacional de Segurança (FNS) no Rio, boa parte do atual efetivo da tropa de elite federal não sabe o que é salário desde o dia 21 de julho - quando tinham se passado oito dias do início dos Jogos Pan-Americanos. Muitos soldados se mantêm apenas com os salários de seus respectivos Estados e, insatisfeitos, ameaçam uma debandada geral caso a situação não se resolva até segunda-feira.

Depois do ataque ao trem ocorrido segunda-feira no Jacarezinho, Biscaia acenou com a permanência das tropas como uma das soluções para a violência no Rio, mesmo sabendo que desde o Pan os soldados não recebem salários. Todos os policiais da FNS que trabalharam no Rio teriam direito a receber diária dobrada durante os Jogos, de acordo com o Decreto presidencial nº 6.145, publicado no início de julho. Os policiais, porém, receberam apenas a diária única de R$ 120 e, desde 21 de julho, não viram mais a cor do dinheiro. Procurada, a Senasp prometeu responder quando resolveria a situação e quantos estão com salários atrasados. Cada um tem até R$ 6.120 a receber.

Folha de S. Paulo

41 senadores afirmam votar hoje pela cassação de Renan

A maioria dos 81 integrantes do Senado declarou à Folha que votará na sessão fechada de hoje pela cassação do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Se os 41 parlamentares mantiverem, no voto secreto, a posição manifestada publicamente, Renan será o primeiro ocupante do cargo a perder o mandato. Aliados e adversários dele dizem apenas que a votação será apertada, mas não arriscam prognóstico sobre o desfecho.

Senado restringe o uso de celulares e proíbe laptops

A polêmica sessão secreta que decidirá o futuro do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) ocorrerá sob forte esquema de proteção ao plenário, com a restrição do uso de celulares pelos senadores -eles poderão usar o telefone somente em "emergências"- e proibição de laptops ou outra forma de comunicação.

Para que os discursos feitos por Renan e pelos demais senadores não sejam ouvidos nas imediações do plenário, os microfones das tribunas serão desligados. Os telefones fixos do plenário foram retirados.

Na noite de ontem, a Polícia Legislativa começou uma varredura no plenário em busca de escutas, gravadores e grampos. Hoje, repetirá o procedimento horas antes do início da sessão. A varredura é feita com um detector de ondas magnéticas.

A segurança da Casa afirmou que fará controle rígido da presença de pessoal nos corredores da Casa. A visitação pública foi suspensa hoje na galeria e no plenário. O plenário ficará lacrado, com cordão de isolamento, das 7h às 11h, quando está previsto o início da sessão.

Suplicy e Mercadante se recusam a revelar voto sobre a cassação

Na véspera da votação que vai definir o futuro do presidente do Senado, Renan Calheiros, 41 senadores declararam à Folha que votarão pela cassação hoje. Para que a perda do mandato ocorra é preciso o voto de no mínimo 41 dos 81 senadores -maioria absoluta, independentemente do quórum. No entanto, como o voto é secreto, são esperadas traições e mudanças de lado a lado.

Amparados no sigilo do voto, 29 senadores (35% da Casa) se recusaram a revelar como pretendem se posicionar.

O PT, que sempre defendeu o voto aberto, tem o maior número de senadores que não revelam a decisão -8 dos 12 petistas na Casa. "A gente não pode prejulgar, tem que ouvir a defesa até o final", disse Aloizio Mercadante (PT-SP). Além dele, não declararam seus votos os petistas Delcídio Amaral (MS), Eduardo Suplicy (SP), Fátima Cleide (RO), Ideli Salvatti (SC), Serys Slhessarenko (MS), Sibá Machado (AC) e Tião Viana (AC).

Renan pede que senadores não votem sua "morte"

Em documento de 13 páginas enviado ontem às casas de 80 senadores, Renan Calheiros (PMDB-AL) apela aos colegas para que não aprovem hoje sua "morte política", já que a cassação resultará em uma inelegibilidade até janeiro de 2019.Nas correspondências, despachadas com selo de "urgente", pede que os senadores separem "fatos de factóides".

Lula diz que caso Renan termina hoje no Senado

Na véspera da votação que decidirá o futuro político de Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou ontem eventuais problemas para o governo caso o senador permaneça no comando do Congresso.

Em Estocolmo, segunda etapa de um giro que o levará ainda a dois outros países nórdicos e à Espanha, Lula disse que o "momento do Senado" no caso Renan acaba hoje, dia em que o plenário vota processo de cassação contra o peemedebista, e que o veredicto deve ser acatado, "qualquer que seja ele".

"Eu não posso acreditar numa moeda de uma única face. Quer dizer que se absolver o Renan vai ter problema e se condenar não tem problema?", questionou, em uma breve coletiva de imprensa.

Lula tentou amenizar os reflexos da decisão de hoje sobre o Palácio do Planalto, sobretudo em termos de votação de interesse do governo no Congresso. Sua posição, ao menos publicamente, também mostrou-se contrária a interpretações tanto de aliados quanto de oposicionistas, de que mesmo absolvido, Renan pode não ter força política para continuar dirigindo a Casa porque teria dificuldades em pôr fim à crise.

O Estado de S. Paulo

Considerado ''''cadáver político'''', Renan tem futuro definido hoje

Aliados e adversários do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) chegaram ao fim do dia de ontem sem a garantia de que vão absolvê-lo ou condená-lo à perda de mandato por quebra de decoro parlamentar na sessão marcada para hoje, às 11 horas. PSDB (com 13 senadores), DEM (com 17) e PSB (com 3) reuniram suas bancadas e fecharam questão pela cassação de Renan, mas até essa contabilidade foi considerada de "efeito precário", pois a sessão será fechada e o voto, secreto. A única certeza da maioria dos que vão julgá-lo era de que, mesmo que seja absolvido, Renan já terá se tornado um "cadáver político" e sem condições de dirigir o Senado e o Congresso.

''Se não for cassado, ficaremos todos sócios de seu descrédito'', diz relator

Um dos relatores do processo de cassação de Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Renato Casagrande (PSB-ES) disse que o único resultado que poderá preservar a imagem do Senado como instituição é sua condenação por quebra de decoro parlamentar. Menos pessimista que na semana passada, Casagrande acha que a cassação poderá ser aprovada hoje, por pequena margem de votos, e alerta para o grande efeito negativo sobre a Casa, na hipótese de absolvição.

"Se o senador Renan Calheiros não for cassado, ficaremos todos sócios de seu descrédito junto da opinião pública. O Senado passará a ser responsável por essa decisão. E, se ele permanecer na presidência, o problema continuará, mesmo que ele tenha sido absolvido pelo plenário, porque existem ainda três outras representações no Conselho de Ética", afirmou.

Até laptops serão vetados em sessão secreta

Prevista para durar, no mínimo, quatro horas, a sessão que decidirá hoje o futuro do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), terá uma série de restrições para evitar vazamentos. Pelo menos 11 seguranças do Senado e dois funcionários da Fiança (empresa terceirizada de limpeza) passaram a noite de ontem fazendo varredura eletrônica em busca de gravadores e celulares no plenário. Os laptops dos senadores - usualmente utilizados nas sessões - também ficarão de fora.

Para juristas, declarar voto não prejudica julgamento

O julgamento do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no Senado será político e não se confunde com uma sessão de caráter jurídico. Por não ser igual - apesar das semelhanças - a um julgamento nos tribunais, não está preso às mesmas formalidades. Assim, não mudará em nada o fato de os senadores declararem seus votos.A opinião da maior parte dos juristas ouvidos pelo Estado é a de que dificilmente o Supremo Tribunal Federal (STF) daria guarida a uma tentativa de anular o processo por conta disso.

Lula sugere que absolvição não será ''nenhum trauma

''Na véspera do julgamento do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu ontem em defesa do aliado, amenizou os reflexos do veredicto sobre o Palácio do Planalto e disse que seu governo não será prejudicado pela decisão dos parlamentares "qualquer que seja ela". Embora nos bastidores o governo considere que Renan será obrigado a entregar o comando do Senado para salvar o mandato, Lula procurou jogar água na fogueira. Mais: sugeriu confiar na absolvição do peemedebista.

"Eu não vejo nenhum problema, não faço disso nenhum trauma", afirmou o presidente, ao ser questionado sobre prejuízos para o governo com a eventual permanência de Renan no cargo. "O momento do Senado termina amanhã (hoje)", completou, como se ignorasse as outras denúncias que pesam sobre o parlamentar peemedebista, além da acusação de ter pago despesas pessoais com recursos de uma empreiteira. "Na hora em que isso terminar, tem uma pauta para o Senado votar e vamos continuar trabalhando."

O Globo

Renan passa o dia atrás de votos, mas situação se complicaUm dia antes da votação que vai decidir seu futuro político, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), passou praticamente todo o dia articulando apoios para escapar da cassação. O senador tentou mostrar normalidade no andamento dos trabalhos e até presidiu uma sessão na tarde desta terça-feira, mas a situação do peemedebista parece ter piorado nas últimas horas. Vários senadores até então indecisos devem votar contra Renan, entre eles Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) que defendeu a cassação do senador em pronunciamento na tribuna da Casa. Os senadores Osmar Dias (PDT-PR) e Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) também devem seguir a decisão do Conselho de Ética e votar pela cassação.

Pelo menos três partidos fecharam questão contra Renan nesta terça-feira. PSDB, DEM e PSB, que juntos detém uma bancada de 33 senadores, se reuniram e decidiram pela cassação do mandato do senador. Já o PT e o PMDB liberaram a bancada para votar de acordo com a opinião pessoal de cada parlamentar. O PMDB, partido de Renan, tem 19 senadores. O PT acolhe 12 parlamentares, e os outros partidos têm 20 cadeiras.

Governo aceita reduzir alíquota para aprovar prorrogação da CPMF

Os partidos que apóiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já têm uma carta na manga para aprovar a prorrogação da CPMF por mais quatro anos. Diante das resistências no Congresso, os deputados governistas pressionaram a equipe econômica por uma redução gradual na alíquota do imposto sobre o cheque. A proposta que já deve ser votada na comissão especial da Câmara nesta quinta-feira e depois segue para o plenário, vai propor a redução de 0,02 ponto percentual da alíquota a cada ano. Assim, já no ano que vem ela passaria de 0,38% para 0,36%, e chegaria a 0,30% em 2011.

Na noite desta terça o deputado Antônio Palocci (PT-SP) leu o relatório de 48 páginas em que mantém a proposta do governo de prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011, e a manutenção da DRU (Desvinculação de Receita da União), mecanismo que permite ao Executivo utilizar livremente 20% dos recursos do Orçamento.

Correio Braziliense

Decisão no Senado em cenário de incerteza

A única concordância entre os aliados do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e os que lutam por sua cassação é que não há como prever com certeza o resultado da votação de hoje. A contabilidade das duas alas indica uma disputa apertada, a ser decidida por um pequeno grupo de senadores que continua a esconder sua posição. O clima é de nervosismo e desconfiança. Cada lado esforça-se para identificar e conter seus traidores.

Na véspera do julgamento, tanto os aliados quanto os adversários de Renan estimavam haver cerca de 35 votos consolidados para cada lado e entre 11 e 15 “inescrutáveis”. Para que Renan seja cassado, é preciso que 41 dos 81 senadores votem pela perda do mandato. Qualquer outra posição, como ausência ou abstenção, conta a favor da absolvição. A regra transfere aos adversários dele a obrigação de conseguir a maioria absoluta. Mas nos últimos dias, o clima político dentro do Senado piorou para Renan, como até seus aliados reconhecem. O presidente do Senado tem recebido uma má notícia atrás da outra. Sua principal tarefa tem sido estancar a perda de votos.

Bancada petista livre, leve e solta

A falta de disposição do PT para defender hoje o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ficou exposta na frase da líder do partido, Ideli Salvatti (SC), após a reunião de ontem entre os senadores da bancada petista. “Cada cabeça, sua sentença. A bancada está livre, leve e solta. Não há qualquer orientação. Em nenhum sentido”, disse.

Sem consenso, a reunião deixou de lado qualquer tipo de contagem de votos. Se isso ocorresse, Renan teria, no máximo, quatro declarados a seu favor: a própria Ideli, além de Serys Slhessarenko (PT-MT), Fátima Cleide (PT-RO) e Sibá Machado (PT-AC). Nas contas de petistas, devem votar pela cassação os senadores Delcidio Amaral (PT-MS), Eduardo Suplicy (PT-SP), Augusto Botelho (PT-RR), Flávio Arns (PT-PR), Paulo Paim (PT-RS) e João Pedro (PT-AM).

Oposição “fechada” para cassar Renan

Diante de um potencial lote de defecções, os líderes do DEM e do PSDB avançaram ontem sobre suas bancadas para cabalar votos pela cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Os dois maiores partidos da oposição contam, juntos, 30 votos. Mas nada menos que 12 deles, ou 40% dos oposicionistas, constam na lista preparada pelos defensores de Renan como votos “não”, ou seja, encobertos pelo voto secreto, tirariam-no do cadafalso. As cúpulas das duas siglas se trancaram com seus senadores e recomendaram oficialmente que votem “sim”. Querem a cabeça do presidente do Senado.

O DEM abriga o maior foco pró-Renan da oposição. Sete de seus 17 senadores são considerados votos inescrutáveis, seja pela proximidade pessoal, seja pelas circunstâncias políticas dos estados ou mesmo por favores prestados no passado pelo peemedebista. São eles: Adelmir Santana (DF), Edison Lobão (MA), Jonas Pinheiro (MT), Romeu Tuma (SP), Efraim Morais (PB), Antonio Carlos Magalhães Júnior (BA) e Heráclito Fortes (PI).

Discreto, Lula espera vitória do peemedebista

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está certo de que, independentemente do resultado final, sairá vencedor na votação do processo de cassação do mandato do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que será realizada hoje. Segundo auxiliares diretos, Lula acredita que será credor do presidente do Senado ao término do caso, pois acredita que deflagrou uma campanha de bastidor nos últimos dias para apoiar o aliado.

Como agradecimento pela operação, o Palácio do Planalto espera contar com Renan para pacificar o Senado. Desanuviar o ambiente é considerado fundamental para garantir uma tramitação rápida, e sem desgastes desnecessários com a oposição, às propostas de prorrogação da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e da Desvinculação das Receitas da União (DRU).

Fiesp vai à Câmara atacar CPMF

O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, fez ontem em audiência na Câmara dos Deputados duros ataques à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que mantém a CPMF até 2011. “A sociedade não quer mais a prorrogação da CPMF”, disse o empresário, pouco antes de entregar aos parlamentares da comissão especial que discute a PEC seis carrinhos de supermercado com listas que, segundo a Fiesp, contêm 1,16 milhão de assinaturas contra a manutenção do tributo.

Paulo Skaf apresentou à comissão um estudo da federação sobre possíveis formas de o governo federal fazer economia para compensar a redução de arrecadação, caso a CPMF acabe. Para o dirigente, não há sentido em o governo ter incluído recursos da contribuição como receita para o orçamento do próximo ano. “Não se poderia contar com esse imposto, que a lei previa terminar”, afirmou, numa referência ao fato de a constituição prever o fim da CPMF no dia 31 de dezembro.

Lula ligou para saber sobre Renan, diz Mares Guia

O ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, disse que ele ou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), deverão comunicar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva resultado do julgamento no Senado do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). O ministro contou que recebeu hoje um telefonema de Lula para saber notícias do Brasil e do Congresso. Lula está em Copenhague, na Dinamarca.

Sobre o caso Renan, Mares Guia disse que "não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe". "Temos que enfrentar os problemas, temos que encontrar caminhos para resolver os problemas. O Senado tem o poder de resolver o problema que esta enfrentando. O que ele decidir lá, teremos que acatar", afirmou. O ministro disse que confia que amanhã, dia seguinte do julgamento, tudo estará "nos trilhos". Ele lembrou que quando o ex-presidente Fernando Collor foi cassado, não houve sangue nas ruas e as instituições continuaram funcionando.

11 de set. de 2007

Investigação do caso Madeleine não terminou, diz procurador

Procuradoria encaminha denúncia contra casal McCann à Justiça; polícia crê em morte acidental

Efe

AP

Homem coloca vela na frente da casa da família McCann

LISBOA - O procurador-geral de Portugal, Fernando Pinto Monteiro, assegurou nesta terça-feira, 11, que a investigação do caso Madeleine, enviada à Justiça, "não está concluída". Ele decidiu que um promotor local acompanhe diretamente o andamento di processo.

Veja também no Site : http://www.estadao.com.br/internacional/not_int49936,0.htm Falhas no caso Madeleine Polícia identifica cabelo de Madeleine em carro Vivemos um constante pesadelo, diz pai DNA na mala do carro é de Madeleine, diz Times Polícia repassa caso Madeleine para Promotoria

Segundo um comunicado da Procuradoria, são necessárias "novas diligências" para o fechamento da investigação. O texto não especifica que diligências são essas.

Nesta terça-feira, o procurador já tinha mais de mil páginas sobre os quatro meses de investigações conduzidas pela polícia. Segundo vazamentos, os policiais trabalham com a hipótese de que a menina britânica de 4 anos tenha morrido acidentalmente, sendo posteriormente ocultada pelos pais, Kate e Gerry McCann.

O acompanhamento processual pedido por Monteiro será feito pelo procurador do distrito de Évora, Luís Bilro Verão, e pelo procurador de Portimão, João Cunha de Magalhães Menezes.

Menezes decidiu nesta terça-feira enviar o inquérito policial à Justiça, que será encarregada de formular acusações ou retirar as suspeitas sobre os pais de Madeleine, segundo fontes judiciais.

O procurador, que poderia ter adiado o expediente ou até o rejeitado, optou por enviá-lo imediatamente ao juiz.

O diretor da Polícia Judiciária, Alípio Ribeiro, tinha reconhecido também que ainda faltam no caso os resultados de análise de amostras de sangue e DNA enviadas ao Reino Unido, para onde os pais retornaram no domingo.

Incertezas

A situação legal dos McCann em Portugal poderia mudar a partir de agora a pedido do procurador ou por iniciativa do próprio juiz, mas o crime do qual são suspeitos não prevê a medida cautelar mais severa, que é a prisão preventiva.

Ribeiro alegou que as principais evidências achadas pelos detetives não dão certezas matemática sobre a possível morte da menina e as circunstâncias em que esta teria acontecido.

Mas fontes anônimas próximas aos investigadores disseram à imprensa que restos biológicos achados no automóvel alugado pelos McCann 25 dias depois do desaparecimento de Madeleine são dela.

Situação dos McCann

Na declaração pública mais explícita que as autoridades fizeram sobre o caso, Ribeiro disse que, considerando as investigações, não acredita que a situação legal dos pais vá mudar. Ele ressaltou, entretanto, que agora é o juiz quem terá a última palavra.

Ainda está pendente determinar a situação legal do terceiro "argüido", Robert Murat, britânico que tem uma casa perto do quarto de hotel onde Madeleine desapareceu, na Praia da Luz (sul de Portugal), em 3 de maio.

Murat foi o único suspeito no caso até que, após longos interrogatórios, Kate e Gerry McCann foram também declarados "argüidos" na sexta-feira passada, 7, informou seu advogado. O casal ficou sujeito - como única medida cautelar - a notificar ausências de mais de cinco dias de seu domicílio, fixado no Reino Unido.

O casal de médicos britânicos negou várias vezes qualquer relação com a hipótese de morte de sua filha, e insistem em pedir que a polícia continue procurando a menina.

Bovespa fecha em alta e recupera parte das perdas

Por Equipe AE

Agência Estado A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) seguiu a recuperação das bolsas internacionais. O principal índice da Bolsa paulista fechou com alta de 2,41%, aos 53.920,6 pontos, e recuperou parte das perdas da véspera, quando caiu 3,51%. Entretanto, no mês a Bovespa tem queda de 1,31%. Já no acumulado dos últimos 30 dias, o ganho é de 2,44%.

O giro financeiro da Bolsa não foi dos melhores, sinalizando que os investidores continuam reticentes em comprar ações, dado o grau elevado de incerteza sobre a saúde da economia norte-americana. Além disso, pesa também a expectativa com a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), na próxima terça-feira. O volume de negócios foi de R$ 4,22 bilhões, cifra bem abaixo da média diária de negócios registrada em agosto, que foi de R$ 5,4 bilhões.

A melhora de humor dos investidores foi baseada na esperança de um corte maior de juro nos EUA, na reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) da semana que vem. Segundo analistas, uma redução de juro de 0,25 ponto porcentual já está precificada e algumas instituições financeiras vêem necessidade de uma ação agressiva do Fomc para estimular a economia. Essa percepção de afrouxamento monetário maior nos EUA cresceu de sexta-feira para cá, depois do anúncio do fechamento de 4 mil vagas no mercado de trabalho em agosto.

O tão aguardado discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, nesta terça-feira, não ajudou a disseminar as dúvidas sobre a política monetária norte-americana, já que ele não deu nenhuma sinalização sobre a trajetória dos juros ou sobre a situação econômica atual dos EUA.

10 de set. de 2007

Imprensa de Portugal diz que DNA em quarto é de Madeleine; detetive critica "exame"

Da Folha Online

Dois dos três vestígios biológicos recolhidos pela polícia no apartamento e no carro utilizados pelos McCann no complexo turístico de Praia da Luz, na região do Algarve, correspondem ao DNA da menina britânica Madeleine McCann, 4, desaparecida desde o dia 3 de maio, segundo os jornais "O Público" e "Correio da Manhã", de Portugal. Os jornais citam a rede de TV britânica Sky News como fonte das informações.

A combinação da análise de DNA seria de mais de 80%, segundo o jornal "Diário de Notícias". A Polícia Judiciária ainda não divulgou oficialmente qual é a taxa de combinação do DNA recolhido.

No último sábado, Mark Williams-Thomas, um antigo detetive e especialista em proteção de crianças, disse ao jornal britânico "The Independent" que há a possibilidade de contaminação da amostras de DNA pela própria polícia portuguesa, que ele afirmou não utilizar as precauções necessárias na coleta de material. O jornal britânico "The Guardian" também cogita a hipóteses de contaminação das mostras de DNA. Além disso, como os envolvidos seriam da mesma família, os resultados poderiam levar a interpretações errôneas.

hoje, o "Diário de Notícias" também publicou que a Polícia Judiciária informou ter indícios suficientes para incriminar Kate e Gerry pela morte e posterior ocultação de cadáver da filha.

O corpo de Maddie teria sido ocultado no carro que o casal alugou 25 dias depois do desaparecimento da menina. A hipótese também foi rebatida pelos veículos ingleses. O principal argumento dos especialistas entrevistados pelo "Guardian" e o "Independent" é de que seria muito tempo para se esconder um cadáver sem que o cheiro se espalhasse pelo local.

O procurador do Ministério Público de Portimão receberá o relatório dos depoimentos realizados com Kate e Gerry separadamente nas últimas quinta-feira (6) e sexta-feira (7). Com ente material, segundo o "Diário de Notícias", o juiz pode pedir a volta do casal a Portugal.

Os pais de Madeleine foram considerados oficialmente suspeitos de seu desaparecimento na última sexta-feira (7). Eles retornaram ao Reino Unidos com seus dois filhos mais novos, os gêmeos Sean e Amélie, de 2 anos, neste domingo.

Segundo o "Diário de Notícias", fontes policiais afirmaram que a partida do casal para o Reino Unido foi uma "espécie de fuga". No entanto, há algumas semanas os McCann haviam anunciado que voltariam em breve a Rothley, na Inglaterra, onde vivem habitualmente.

Uma busca na região da Praia da Luz com cães farejadores estava prevista para hoje, mas não ocorreu. De acordo com o "Correio da Manhã", a polícia informou que esta ação será feita de maneira mais discreta, nos próximos dias. As buscas agora focam em encontrar o corpo de Madeleine.

9 de set. de 2007

Brasil vence bem os EUA por 4 x 2 em fase final de preparação

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Com o aguardado trio Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Robinho escalado como titular, ao lado do improvável Afonso, a seleção brasileira saiu atrás mas derrotou os Estados Unidos neste domingo, por 4 x 2, em Chicago, numa partida dura que colocou em ação o provável time brasileiro para as eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.

Ronaldinho Gaúcho, de falta, colocou o Brasil em vantagem de 3 x 2, aos 29 minutos do segundo tempo, e Elano, de pênalti, aos 46, fechou o placar. O time da casa, empurrado por um bom público, abrira o marcador com Bocanegra e chegou a 2 x 2 com Dempsey, após Onyewu, contra, e o capitão Lúcio terem virado o jogo para o Brasil.

Além dos norte-americanos, rivais historicamente duros para o Brasil, a seleção ainda teve de lidar com o gramado em condições muito ruins no estádio Soldier Field, casa do time de futebol americano Chicago Bears. A vitória foi a décima do Brasil sobre os norte-americanos, as últimas seis por somente um gol de diferença.

Na próxima quarta-feira, o Brasil enfrenta o México, em Boston, na última partida da equipe antes das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo. A estréia será em 14 de outubro, contra a Colômbia, em Bogotá.

"A cada jogo, cada treino, estou me sentido melhor e me adpatando melhor com a forma de trabalho do Dunga. Agora é dar continuidade ao trabalho", disse após a partida Ronaldinho Gaúcho.

TIME DAS ELIMINATÓRIAS

Depois da reserva no amistoso do mês passado com a Argélia --castigo imposto pelo técnico Dunga pela ausência da Copa América-- Ronaldinho e Kaká retomaram suas posições no time e tiveram a companhia no ataque de Afonso, única novidade no time ao ser escalado no lugar que vinha sendo de Vágner Love.

O novo camisa 9 da seleção foi quem teve a primeira chance de abrir o marcador, logo aos oito minutos, mas parou no pé da trave, após lançamento milimétrico de Ronaldinho.

A posição ocupada por Afonso parece ser justamente a única incerteza de Dunga para o início das eliminatóriaso. O restante do time deve ser o mesmo que começou o jogo com os Estados Unidos: Doni, Maicon, Juan, Lúcio, Gilberto, Gilberto Silva, Mineiro, Kaká, Ronaldinho e Robinho.

Os Estados Unidos abriram o marcador aos 20 minutos de jogo, com Bocanegra. Após cobrança de escanteio da esquerda de Donovan, ninguém na defesa brasileira cortou e o zagueiro esperou a bola descer para tocar para o gol brasileiro.

Numa jogada rapidíssima de contra-ataque, o Brasil chegou ao empate, aos 32 minutos. Maicon escapou pela direita e iniciou o lance. A bola passou em sequência por Afonso e Robinho, que cruzou pela intermediária e acionou Ronaldinho Gaúcho. O jogador do Barcelona deu um passe de primeira que deixou Kaká de frente para o gol e, apesar de o goleiro Howard ter feito uma grande defesa, a bola sobrou no meio da área e o zagueiro Onyewu acabou mandando para o próprio gol.

No último lance do primeiro tempo, o árbitro mostrou cartão amarelo para Robinho num lance em que o brasileiro foi derrubado dentro da área, após pedalar para cima do zagueiro. O juiz considerou tentativa de simulação.

A virada brasileira saiu aos sete minutos da etapa final, com Lúcio cabeceando firme para as redes após cobrança de escanteio da esquerda de Ronaldinho.

Depois do gol da virada, o time brasileiro recuou e passou a dar campo para os EUA. Ao mesmo tempo, o técnico Dunga passou a poupar alguns jogadores brasileiros, entre eles Kaká, que saiu para entrada de Júlio Baptista. Não demorou para os EUA chegarem com perigo algumas vezes, e Dempsey empatou novamente a partida aos 27, num chute cruzado, após passe de Cherundolo.

Mas os norte-americanos tiveram somente dois minutos para festejar o resultado. No ataque após o reinício da partida, Daniel Alves sofreu falta na entrada da área. Ronaldinho foi para cobrança e colocou no cantinho, com muita categoria, sem chances de defesa pra Howard.

Aos 39 minutos, Ronaldinho deixou o campo substituído por Diego e foi bastante aplaudido. No total, foram seis alterações feitas por Dunga no segundo tempo.

Aos 45 minutos do segundo tempo, Júlio Baptista sofreu pênalti em jogada individual. Elano cobrou com tranquilidade no canto esquerdo, deslocando Howard.