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2 de nov. de 2007

Prefeito londrino defende chefe da polícia em caso Jean Charles

Da Efe, em Londres

O prefeito de Londres, Ken Livingstone, defendeu nesta sexta-feira o comissário-chefe da Scotland Yard, Ian Blair, depois que um tribunal declarou a polícia culpada por descumprir a lei de risco trabalhista em relação ao caso do brasileiro Jean Charles de Menezes.

Em declarações ao programa "Today" da Rádio 4 da BBC, Livingstone admitiu que o ditame desta quinta-feira do tribunal de Old Bailey pode dificultar o trabalho das forças da ordem.

Jean Charles, eletricista de profissão, foi morto a tiros em 22 de julho de 2005 na estação de metrô de Stockwell, no sul de Londres, por agentes que o confundiram com um terrorista.

O júri do tribunal de Old Bailey declarou a Scotland Yard culpada por descumprir a Lei de Segurança e Higiene no Trabalho, que obriga a zelar pela segurança de todos, inclusive dos que não são seus funcionários.

Na opinião de Livingstone, a decisão pode dificultar o trabalho da polícia, porque os agentes vão ter receio de ser levados aos tribunais se perseguirem um suspeito de terrorismo.

"No final, os erros sempre ocorrerão em situações assim. O melhor que alguém pode fazer é tentar minimizar no possível um eventual risco", acrescentou o prefeito.

Premiê

Além de Livingstone, o premiê britânico, Gordon Brown, manifestou ontem seu apoio a Blair, apesar dos pedidos dos partidos da oposição para que este renuncie ao cargo.

Jornais britânicos pedem hoje a renúncia de Blair pela "morte de um homem inocente".

Apesar de tudo, o comissário-chefe negou ontem que fosse renunciar, e afirmou que o caso não apresentava nenhuma prova de que a Polícia Metropolitana cometa erros sistemáticos.

Em 22 de julho de 2005, a polícia confundiu Jean Charles com Hussain Osman, um dos terroristas que no dia anterior tinham tentado atacar a rede de transporte de Londres.

Os ataques fracassados de 21 de julho de 2005 pretendiam imitar os de 7 de julho de 2005, nos quais 52 pessoas morreram e cerca de 700 ficaram feridas.

Do Site:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u342065.shtml

1 de nov. de 2007

Turquia afirma que ofensiva no norte do Iraque não seria invasão

Da Folha Online

O ministro de Relações Exteriores da Turquia afirmou nesta quinta-feira que uma incursão militar de seu país para deter rebeldes curdos no norte do Iraque "não seria uma invasão".

Segundo Ali Babacan, a reunião prevista para a segunda-feira (5) entre o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, e o presidente americano, George W. Bush, deve "determinar os passos que serão tomados pela Turquia".

"Mas se enviarmos soldados ao Iraque, qualquer ataque seria para destruir bases terroristas, e não poderia ser considerado invasão".

Folha Online

O ministro expressou ainda a frustração com a postura do governo autônomo do Curdistão em relação aos rebeldes do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão). "Temos dúvidas a respeito da sinceridade da administração do norte do Iraque no combate ao terrorismo. Queremos ver passos concretos, esperamos que eles entendam a seriedade dessa tarefa".

Ele disse também que retaliações econômicas contra membros do PKK já foram tomadas, e que a Turquia também analisa a possibilidade de cancelar os vôos de Ancara para a região.

"As sanções foram analisadas com cuidado, e visam esgotar os recursos econômicos de uma organização terrorista e daqueles que a apóiam. Medidas já foram colocadas em prática".

De acordo com o ministro, há "muitas opções" de ação contra o PKK, que serão discutidas.

"Não queremos atingir nem o povo iraquiano nem as pessoas que vivem na Turquia com estas sanções econômicas", disse Babacan.

Sanções

Em entrevista recente ao jornal "Referans", o presidente do Conselho de Relações Econômicas entre Turquia e Iraque, Ercüment Aksoy, já havia anunciado sanções contra o Iraque.

A Turquia é o principal parceiro comercial da região do Curdistão, e o volume de negócio das aproximadamente 1.200 empresas turcas no norte do Iraque chegou a US$ 5 bilhões em 2006 e US$ 1,25 bilhão no primeiro semestre de 2007.

Entre as medidas exigidas pelo conselho de segurança está a repatriação das empresas turcas e o fechamento da única passagem fronteiriça entre a Turquia e o Iraque, a passagem de Habur, atravessada por 2.500 caminhões a cada dia.

Mobilização

A Turquia alocou 100 mil tropas apoiadas por tanques, artilharia, aviões e helicópteros próximo à fronteira com o Iraque para uma possível ação militar em larga escala para combater rebeldes curdos. "Estamos esperando uma ordem para entrarmos em operação", disse um oficial de segurança turco.

Os soldados enfrentaram cerca de 150 integrantes do PKK no sábado (27) na Província sudeste turca de Hakkari e conseguiram cercar cerca de cem deles quando fugiam para as montanhas de Ikiyaka, perto da fronteira com o Iraque.

"O grupo escapou para a área de Cukurca, na fronteira com o Iraque, mas as tropas (turcas) bloquearam a fuga de cem homens do PKK nas montanhas de Ikiyaka", disse o canal.

O governo e a cúpula militar da Turquia deram mostras de impaciência nos últimos dias, após vários incidentes armados entre o Exército e os guerrilheiros curdos no norte do Iraque.

Os Estados Unidos e o Iraque vêm tentando demover Ancara do intuito de lançar uma campanha militar em larga escala, com o argumento de que isso poderia desestabilizar a região. O ministro das Relações Exteriores do Iraque, Hoshiyar Zebari, alertou para "desastrosas conseqüências" de uma ação militar. "Essa seria uma decisão unilateral".

Do Site:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u341701.shtml

Tempestade Noel já deixa ao menos 81 mortos

Da Folha Online

Já chega a 81 o número de mortes causadas pela tempestade tropical Noel, que se precipitou sobre o Caribe nesta semana.

A previsão meteorológica já alerta para uma possível piora na intensidade da tempestade nas Bahamas nesta quinta-feira, e o governo já decretou estado de atenção no noroeste do arquipélago. De acordo com o meteorologista Michael Stubbs, a tempestade Noel pode ganhar quase a mesma força de um furacão hoje.

Nos Estados Unidos, as autoridades divulgaram um alerta na costa leste de Flórida. A expectativa é que em 24 horas as condições para uma tempestade estejam formadas.

Com as chuvas que ainda caem na ilha caribenha de Hispaniola --dividida entre a República Dominicana e o Haiti-- as equipes de resgate trabalham para alcançar as comunidades ilhadas pela tempestade.

Mortes

Foram encontrados 56 mortos na República Dominicaca e 24 no Haiti. Uma pessoa também morreu na Jamaica.

"Muitas pessoas tiveram de escolher entre um filho e outro", disse Liony Batista, de uma organização cristã.

O fazendeiro Sagrario Diaz, 42, por exemplo, não conseguiu salvar seu filho. "Eu tentei, posso jurar, mas não foi possível salvá-lo. Eu queria morrer"

O O presidente da República Dominicana, Leonel Fernández, decretou estado de emergência para os próximos 30 dias e pediu ajuda internacional.

Haiti e Cuba

No Haiti, a inundação atingiu casas na capital Cité Soleil. Duas pessoas morreram quando suas casas desabaram.

A tempestade Noel é a pior na região do Carbe desde a tempestade tropical Jeane, que se precipitou sobre o Haiti em 2004, deixando cerca de 3 mil mortos. Para a região do Atlântico em geral, a tempestade Noel é a segunda pior do ano. No começo de setembro, o furacão Felix matou pelo menos 101 pessoas, a maioria na costa caribenha da Nicarágua e Honduras.

Em Cuba, milhares de pessoas tiveram de deixar as áreas mais vulneráveis, mas, por enquanto, não há registro de mortes.

Do Site:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u341753.shtml

Susana Vieira não acompanha a cirurgia de Marcelo Silva

Policial faz a segunda operação nesta quinta-feira, 1. Ele tenta reconstituir o dedo que foi mordido pelo cão do casal

Roberta Escansette

Do Ego, No Rio

O policial Marcelo Silva

A cirurgia de Marcelo Silva começou ao meio-dia desta quinta-feira, 1°, no Barra D' Or, no Rio. A mulher do policial, a atriz Susana Vieira, não está presente.

"Susana gravou a novela ('Duas Caras') até às 3 horas da manhã", contou o Marcelo ao EGO. Ele passa pela segunda operação para tentar não perder o dedo indicador da mão esquerda, mordido pelo cão do casal, Heitor, na segunda-feira, 30.

Durante a manhã, Marcelo fez curativo no dedo e demonstrou ansiedade com mais um procedimento cirúrgico. "Vai dar tudo certo", disse o policial. "Estou me sentindo bem. "

A previsão é que a operação termine às 18h.

Saiba mais sobre Susana Vieira no Celebridades de A a Z. Leia no EGO mais notícias sobre celebridades.

Do Site:

http://ego.globo.com/ENT/Noticia/Gente/0,,MUL166061-8334,00-SUSANA+VIEIRA+NAO+ACOMPANHA+A+CIRURGIA+DE+MARCELO+SILVA.html

31 de out. de 2007

Monges de Mianmar protestam pela primeira vez desde a repressão

(Arquivo) Monges caminham em Yangon após receberem donativos

YANGUN (AFP) — Quase 100 monges fizeram uma passeata nesta quarta-feira, na região central de Mianmar, pela primeira vez desde a violenta repressão por parte da junta militar que governa o país contra as manifestações pró-democracia de setembro, informaram testemunhas.

Os religiosos caminharam durante 30 minutos na cidade de Pakokku (500 km ao norte de Yangun) recitando orações, mas sem gritar frases que pudessem ser consideradas hostis ao regime.

"É muito estranho. Estes monges estavam marchando pela primeira vez desde a repressão", afirmou uma habitante da cidade.

A junta birmanesa ordenou a repressão violenta, no fim de setembro, das manifestações de protesto contra o regime lideradas por monges budistas. Pelo menos 13 pessoas morreram.

Do Site:

http://afp.google.com/article/ALeqM5hYLVzq2xMggWzV0z56GZDYSYhnDg

Sarkozy intercede por ONG suspeita

Líder francês quer evitar que ativistas sejam condenados no Chade por seqüestro de 103 crianças

Andrei Netto

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse ontem que seu governo e o Chade precisam encontrar um acordo para retirar as acusações de seqüestro contra os seis ativistas da ONG francesa Arca de Zoé detidos na quinta-feira, quando tentavam levar 103 crianças africanas para a Europa.

Os ativistas 'agiram errado', disse Sarkozy. 'Paris condena essas atividades', prosseguiu, assinalando ter dito isso ao presidente do Chade, Idriss Deby, por telefone. 'Vamos tentar acertar um acordo para que ninguém neste caso fique mal', acrescentou. 'Precisamos saber por que e para que essas crianças foram pegas.

'A Arca de Zoé é acusada pelo governo do Chade de liderar uma operação de 'seqüestro de crianças' em Darfur, região do Sudão em guerra civil. O governo chadiano acusa os seis ativistas franceses de seqüestro e tráfico de seres humanos. Se condenados, podem pegar de 5 a 20 anos de prisão com trabalho forçado. Dois chadianos, três jornalistas franceses e sete tripulantes espanhóis do avião que transportaria as crianças do Chade para a França são acusados de cumplicidade. Antes do telefonema de Sarkozy, Deby havia pedido duras punições e sugerido que as crianças poderiam acabar sendo vendidas para uma rede de pedofilia ou de tráfico de órgãos.

Na noite de ontem, a ministra francesa de Direitos Humanos, Rama Yade, disse na Assembléia Nacional que não abandonará os ativistas. As declarações da ministra e de Sarkozy representam uma reviravolta na posição francesa em relação ao caso. Na segunda-feira, o embaixador Bruno Foucher havia defendido que o julgamento dos acusados ocorresse no Chade. Na manhã de ontem, um conselheiro do chanceler Bernard Kouchner revelou que a maioria das 103 crianças - com idades entre 3 e 10 anos - é do próprio Chade, negando tratar-se de órfãos de Darfur, como afirmam os ativistas. A porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Annette Rehrl, também disse acreditar que não se trata de órfãos.

O novo porta-voz da Arca de Zoé, Christophe Letien, e o advogado de defesa Gilbert Collard convocaram uma entrevista coletiva em Marselha para expor sua versão. Collard descreveu a atitude da ONG como 'desrespeito anárquico' à lei, em nome da sobrevivência das crianças. Letien disse que a 'ação de resgate' foi organizada para 'salvá-las da morte' na guerra civil. Na França, os supostos órfãos de Darfur seriam entregues a famílias previamente contactadas, que teriam contribuído para a operação. Em média, cada uma das 258 famílias envolvidas teria doado 2,4 mil à Arca de Zoé. Letien negou que as doações representassem 'compra' de crianças. 'As acusações de pedofilia e de tráfico que sofremos são grotescas', disse.

Carole Montillet, ex-campeã de esqui francesa e amiga do fundador da Arca de Zoé, Eric Breteau - um dos presos no Chade -, defendeu a organização. 'Eric é uma boa pessoa. É preciso que todos lembrem que ele ajudou a salvar crianças asiáticas na época do tsunami', disse ao Estado.

Em Paris, o presidente da Liga de Direitos Humanos, Jean-Pierre Dubois, pediu uma atitude imparcial do governo. 'Há grande desinformação sobre o caso. Nós partimos do pressuposto de que todos são inocentes até que se prove o contrário. O governo deveria defender o direito de seus cidadãos, mas em vez disso os recrimina', disse ao Estado.

Do Site: