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1 de dez. de 2007

Cerca de 26 milhões deverão ter problemas com CPF

Contribuintes que não encaminharam a declaração anual de isento ainda podem regularizar a situação

BRASÍLIA - A Receita Federal informou que pelo menos 26 milhões de contribuintes deverão ter problemas com o CPF a patir de agora, pois não encaminharam a declaração anual de isento. O prazo terminou ontem. O órgão estimou que, até as 20h de ontem, 64 milhões de contribuintes que receberam até R$14.992,32 no ano passado, teriam apresentado o documento. O órgão arrecadador divulgou antes do início do recebimento das declarações, que foi de 3 de setembro a 30 de novembro, que o universo de contribuintes que teriam a obrigação de entregar o documento neste ano é de 90 milhões de pessoas. O balanço oficial da declaração de isento só será conhecido na segunda-feira.

Quem ignorou a declaração de isento ficará com o CPF classificado como pendente e ainda poderá utilizar o documento. A situação será pior para cerca de 17 milhões de pessoas que já estavam nesta situação, pois se elas não apresentaram a declaração até ontem, completando dois anos sem informações à Receita, terão o documento fiscal suspenso.

Sem o CPF, os contribuintes ficarão impedidos de abrir conta em banco, buscar financiamento, participar de concurso público, entrar em sociedades empresariais, obter passaporte e receber prêmio de loteria. Para que o contribuinte possa regularizar a sua situação, ele precisará ir a uma a agência do Banco do Brasil, Caixa Econômica e Correios, portando seu CPF e sua identidade, para pedir a revalidação de seu documento fiscal. Lá, ele deverá pagar a taxa de R$5,50. Após o pagamento desta taxa, o prazo médio de regularização do CPF demora de dois a três dias, segundo a Receita Federal. (AG)

30 de nov. de 2007

Sudaneses pedem execução de professora britânica

gencia Estado Cerca de 10 mil sudaneses, muitos armados com facas e porretes, protestaram hoje na frente do palácio presidencial, em Cartum, exigindo a execução da professora britânica Gillian Gibbons, de 54 anos, condenado por insultar o Islã. Ela teria permitido que seus alunos dessem a um ursinho de pelúcia o nome de Maomé.
Os manifestantes, saindo das mesquitas após as orações muçulmanas de hoje, seguiam caminhões com alto-falantes que divulgavam mensagens contra a professora, sentenciada ontem a 15 dias de prisão e posterior deportação. Ela está detida na penitenciária feminina em Oumdurman, cidade-irmã de Cartum. Os protestantes se concentraram na Praça dos Mártires, na frente do palácio, por cerca de uma hora, enquanto centenas de policiais da tropa de choque observavam a manifestação. Os participantes queimaram fotos de Gibbons e gritaram: "Sem Tolerância: Execução" e "Levem-na ao paredão de fuzilamento". Centenas de pessoas marcharam então até o escola onde Gibbons trabalhava, a cerca de 2 km da praça. Depois de gritar palavras de ordem, eles seguiram até a Embaixada da Grã-Bretanha, mas foram parados por forças de segurança dois quarteirões antes de chegarem ao destino. Durante os sermões de hoje, clérigos na Mesquita dos Mártires, a principal da capital, disseram que Gibbons insultou intencionalmente o Islã, mas não convocaram para os protestos. "A prisão dessa lady não satisfaz a sede dos muçulmanos no Sudão. Mas aplaudimos a prisão e a expulsão", disse o clérigo Abdul-Jalil Nazeer al-Karouri, aos fiéis. "Trata-se de uma mulher arrogante que veio ao nosso país, ganhando em dólares, para ensinar às nossas crianças ódio ao nosso profeta Maomé", acrescentou. Clérigos radicais, que têm considerável influência sobre o governo islâmico do Sudão, têm tentado explorar a revolta do público com o caso Gibbons, dizendo que ele faz parte de um complô do Ocidente para enfraquecer o Islã. Gibbons foi detida no domingo após reclamações feitas ao Ministério da Educação de que ela havia insultado o profeta Maomé, personagem maior do Islã, ao permitir que seus alunos de uma exclusiva escola particular dessem o nome do profeta a um animal de brinquedo. A penalidade máxima para o delito, que atraiu a atenção mundial, são 40 chicotadas e seis meses de prisão.

Loterias da Caixa podem pagar mais de R$ 30 milhões

Agencia Estado A mega sena acumulada poderá pagar um prêmio de R$ 26 milhões a quem acertar as seis dezenas do concurso 924. O sorteio acontecerá neste sábado, às 20 horas, horário de Brasília. Já a dupla sena, que está acumulada há 15 concursos, estima pagar prêmio de R$ 4,2 milhões para quem acertar os seis números do primeiro sorteio. O concurso 613 ocorre nesta sexta-feira, às 20 horas, em Teresópolis, no Rio. As apostas podem ser feitas nas nove mil unidades lotéricas espalhadas por todo Brasil até 19 horas (horário de Brasília) do dia do sorteio.

'CPMF é um imposto justo', diz Lula

Sem CPMF, 'quem sairá prejudicado é o povo', afirmou. Governador do Rio, Sérgio Cabral, também defendeu o tributo.
Aluízio Freire Do G1, no Rio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender nesta sexta-feira (30), durante assinatura de contratos da Transpetro com o Estaleiro Mauá, em Niterói (RJ), a aprovação da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011.

Em um discurso inflamado, Lula afirmou que os que são contra o tributo "são as pessoas que não querem o sucesso do país". "Eles são contra a CPMF porque é um imposto justo, para combater sonegadores", disse.

Lula destacou que, no caso de não aprovação do tributo no Senado, "quem sairá prejudicado é o povo". O presidente também voltou a negar que esteja em seus planos um terceiro mandato em 2010. "Não sou mais candidato. Mas, toda vez que o país está indo bem aparece alguns para prejudicar. O Brasil está vivendo um momento extraordinário, com crescimento da economia sem aumento da inflação. A casa está arrumada, os trabalhadores voltaram para a fábrica. Os empresários voltaram a acreditar e a investir no país. É preciso acabar com essa inveja, soberba e mesquinhez de poucos. Temos a oportunidade de transformar o Brasil, no século XXI, numa grande potência econômica", disse. O governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito de Niterói, Godofredo Pinto, também defenderam a aprovação da CPMF em seus discursos. "Esta é uma questão que está acima do Lula, do Mané, do Joaquim. O governo não pode se dar ao luxo de abrir mão de uma receita de R$ 35 bilhões anuais", disse Cabral.

Tranqüilo

Nesta sexta-feira, Lula já havia falado sobre a votação da CPMF no Senado. Depois de visitar o arquiteto Oscar Niemeyer em Copacabana, no Rio, ele afirmou que está tranqüilo com relação à aprovação da CPMF por uma questão de responsabilidade.

Ele insistiu que nem o governo federal, nem governos estaduais nem municípios podem prescindir de R$ 40 bilhões do tributo. Para ele, o que acontece neste momento no Congresso é que os partidos estão se deixando influenciar pelo discurso da oposição, em especial do DEM (ex-PFL).

“O governador do DEM é nosso aliado. Temos 26 governadores que querem a CPMF, e o PSDB que tem governos em estados importantes, como São Paulo, onde os governadores também querem a CPMF. Não podem os partidos políticos ficar reféns do discurso de um partido como o PFL [atual DEM], que não tem nada a perder. Quem tem responsabilidade neste país, sabe que precisamos desse dinheiro para o PAC”, disse Lula.

do Site:

http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL200188-5601,00-CPMF+E+UM+IMPOSTO+JUSTO+DIZ+LULA.html

Reféns em escritório de campanha de Hillary são libertados nos EUA

da Folha Online

Duas pessoas feitas reféns por um homem que dizia possuir uma bomba no escritório de campanha da pré-candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton em Rochester, New Hampshire, foram libertadas nesta sexta-feira, informou a CNN. Nenhum dos dois reféns se feriu no incidente, de acordo com a rede de TV local WCVB.

Segundo a imprensa local, Hillary --que não estava presente no local, cancelou um discurso que faria em Vienna, na Virgínia, de acordo com informações do Partido Democrata.

Não ficou claro de imediato se o homem teria feito exigências. A liberação dos reféns se deu após uma negociação com unidades de especialistas que foram enviadas ao escritório.

De acordo com testemunhas, o homem, que aparentava ter cerca de 40 anos, invadiu o escritório por volta das 13h (16h de Brasília) e permaneceu por cerca de duas horas no local.

"Uma jovem mulher com um bebê veio correndo até nossa loja e disse para chamarmos a polícia, porque alguém teria invadido o escritório de campanha, aberto o casaco e mostrado o que seria uma bomba presa ao seu peito com fita adesiva", disse Lettie Tzizik à WMUR TV.

Anthony Ejarque, 42, dono de um restaurante localizado na mesma rua do escritório, afirmou que a polícia retirou os cerca de 30 ou 40 clientes que estavam no estabelecimento.

"Eles vieram até aqui e pediram que todos os clientes e funcionários saíssem", disse Ejarque à rede WMUR TV. "Há equipes de especialistas em explosivos em frente ao escritório".

Segundo a polícia local, o escritório do também pré-candidato democrata à Presidência, Barack Obama, localizado na região e vários comércios foram esvaziados por precaução.

Clinton e Obama são os principais nomes para a candidatura democrata à Casa Branca em 2008. O escritório de Hillary não comentou imediatamente o episódio, mas o responsável pela campanha em New Hampshire, Bill Shaheen, confirmou que um homem invadiu o local.

Localizada 120 km ao norte de Boston, Rochester tem cerca de 30 mil habitantes e abriga um dos 16 escritórios de Hillary no Estado, segundo o site da campanha.

29 de nov. de 2007

Americanos querem acordo para a despedida de Bush

Gerald Herber / ap Décadas de apertos de mão tornam cépticos os mais optimistas

Pedro Olavo SimõesIsraelitas e palestinianos traçaram, em Annapolis, uma meta ambiciosa negociar um tratado até ao fim do ano que vem. Embora as máquinas de propaganda, em especial a dos EUA, não poupem loas ao êxito, a verdade é que daqui para a frente só pode esperar-se trabalho duro. Se deve reconhecer-se a importância de a Administração Bush ter relançado um processo que descurou nos últimos sete anos, há sempre de ter em conta que o verdadeiro acordo entre as duas partes passará por questões muito pouco consensuais, como o desmantelamento dos colonatos judaicos na Cisjordânia, a definição de fronteiras , o estatuto de Jerusalém e a sorte de quatro milhões de refugiados que tiveram de deixar Israel.

Traçar o fim de 2008 como linha de meta é, claramente, resultado da vontade de Washington, que pretende o brilharete antes do fim do mandato de Bush. Porém, também o presidente americano terá muito que pedalar para que tal objectivo se cumpra. Caber-lhe-á, ao longo do próximo ano, o esforço de tentar forçar israelitas e palestinianos a cedências mútuas em questões que, desde 1979, têm encravado sistematicamente todas as esperanças de acordo.

"Encontrámo-nos para lançar as fundações do estabelecimento de uma nova nação um Estado palestiniano democrático, que viverá ao lado de Israel em paz e tranquilidade", disse Bush, em Annapolis, perante os representantes de 49 países. Porém, todas as circunstâncias têm vindo a demonstrar a demagogia desse tipo de declarações. O Hamas disse, logo à partida, que ignoraria tudo o que sucedesse nesta conferência de paz. Na rua, tem-se vivido o resultado dessa clivagem entre palestinianos: incidentes violentos na Cisjordânia e multidões em protesto também na Faixa de Gaza, zona que o movimento islamista domina.

A encenação norte-americana (é disso que se trata sempre) valerá, portanto, menos pelos resultados relativos ao conflito israelo-palestiniano do que pelo objectivo de isolar o Irão, hoje em dia a verdadeira besta negra de Washington. A presença em Annapolis de um membro da família real saudita e as preocupações expressas, por países árabes, relativamente à crescente influência da república islâmica foram, afinal, a chave do êxito.

Embora faça parte do quarteto para o Médio Oriente (a par das Nações Unidas, dos EUA e da Rússia), a União Europeia está, nesta fase do processo, resignada a deixar que Washington tome as rédeas. A delegada geral da Palestina junto da UE, Leila Chahid, diz mesmo, em declarações à France-Presse, que Bruxelas está totalmente "fora" das negociações de paz. Tal circunstância, nota uma analista da agência noticiosa francesa, deve-se à circunstância de Israel confiar nos Estados Unidos, mas não na Europa. As próprias instâncias europeias estão bem cientes dessa realidade, e a alternativa de protagonismo poderá ser encontrada no apoio à criação de um Estado palestiniano. Segundo Javier Solana, alto representante da UE para a política internacional, "a União Europeia aguarda impacientemente estar implicada, de forma estreita, em todos os aspectos do período posterior a Annapolis".