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3 de mai. de 2008

Contradições em depoimentos não estão no relatório final do caso Isabella

Advogados de Alexandre Nardoni e Anna Jatobá esperam receber relatório na segunda. Na terça, promotor deve entregar parecer sobre pedido de prisão do casal.
Do G1, com informações do SPTV

O promotor de Justiça Francisco Cembranelli deve entregar na próxima terça-feira (6) o parecer com o pedido de prisão preventiva para o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. A defesa do casal ainda não teve acesso ao relatório final da polícia em que a delegada Renata Pontes pede a prisão preventiva dos dois pela morte de Isabella. Algumas contradições dos depoimentos não constam no relatório final.

Veja o site do SPTV

Os advogados esperam obter o documento na segunda-feira (5). O promotor, que ficou com uma cópia do inquérito, está aproveitando o fim de semana prolongado para preparar a denúncia que vai entregar à Justiça.

O pai de Alexandre Nardoni visitou o casal na tarde deste sábado (3) no apartamento da família Jatobá, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Segundo os advogados, o casal não sai do apartamento desde que prestou depoimento pela última vez, em 19 de abril.

O inquérito completo, de mais de mil páginas, traz 67 depoimentos de testemunhas de defesa e de acusação. Uma artista plástica que diz ter convivido cinco anos com a família Nardoni e que morou na rua dos pais de Alexandre o descreve como introvertido e pacato.

Sobre Anna Carolina Jatobá, diz que viu uma briga que ela teve com Alexandre após um telefonema da mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira. Na briga, a madrasta da menina teria arremessado uma ferramenta em direção à cabeça de Alexandre e só não acertou porque ele conseguiu desviar.

Alexandre, segundo a testemunha, conteve Anna Jatobá e a levou para dentro de casa, de onde era possível ouvir que ela gritava histericamente e batia os pés. A artista plástica diz ainda que outro comportamento de Carol, como se refere a Anna Jatobá, causou espanto: numa festa de família, ela disputava a atenção de Alexandre com Isabella e tinha ciúme. Se a menina se sentava no colo do pai, a madrasta dava um jeito de tirá-la de lá e de se sentar no lugar da criança.

Depoimentos ficam de fora

No relatório final, a delegada Renata Pontes destacou trechos de apenas 20 das 67 testemunhas ouvidas pela polícia.

O vizinho do primeiro andar e um morador do prédio ao lado são citados, mas algumas frases que podem ajudar a defesa ficaram de fora. Os dois disseram que Alexandre tentou socorrer a filha caída no jardim do prédio. Um vizinho teria impedido dizendo que o resgate estava a caminho.

Também não consta do relatório final o horário em que o morador do prédio ao lado diz ter ouvido o casal discutir. O depoimento foi considerado fundamental.

Ele contou que no dia do crime ouviu uma discussão entre homem e mulher, às 23h . Disse ainda que, quando ouviu uma mulher dizendo: "jogaram Isabella do sexto andar", o relógio marcava 23h23. Ou o relógio da testemunha estava muito atrasado ou a discussão que ele ouviu não foi entre o pai e a madrasta da menina. Isso porque, segundo uma empresa de rastreamento, o carro do casal só parou na garagem do prédio às 23h36.

A delegada Renata Pontes diz que não colocou as contradições do no relatório final porque o prazo para entrega do relatório estava terminando e não havia tempo para isso.

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL452531-5605,00-CONTRADICOES+EM+DEPOIMENTOS+NAO+ESTAO+NO

+RELATORIO+FINAL+DO+CASO+ISABELLA.html

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2 de mai. de 2008

Construtoras dos EUA cortam vagas; serviços contratam

Agencia Estado
As empresas de manufaturas e de construção civil continuaram a cortar postos de trabalho nos Estados Unidos de forma agressiva em abril, mas o emprego no setor de serviços foi retomado, particularmente nos serviços profissionais e de negócios, informou hoje o Departamento de Trabalho americano.
Segundo o relatório, a contratação nas indústrias de produção de bens caiu 110 mil. Dentro desse grupo, as empresas de manufaturas cortaram 46 mil vagas. O setor tem perdido postos de trabalho todo mês há quase dois anos.
O emprego em construção caiu 61 mil, o décimo declínio consecutivo e o maior desde fevereiro de 2007. A maior parte da queda se deu no setor de construções residenciais, mas o emprego também diminuiu nas construções não-residenciais.
O emprego no setor de serviços aumentou em 90 mil em abril, após crescer apenas 8 mil no primeiro trimestre. As companhias de serviços profissionais e de negócios acrescentaram 39 mil postos de trabalho e o setor financeiro contratou pela primeira vez em nove meses.
O comércio varejista perdeu 26,8 mil empregos. O emprego temporário, que economistas consideram como um indicador antecedente de tendências futuras de emprego, caiu mais de 9 mil.
Os ganhos de emprego também se deram nos serviços pessoais, com o setor de serviços de saúde e educação acrescentando 52 mil vagas. As empresas de hospitalidade e lazer criaram 18 mil novos empregos e o governo acrescentou 9 mil postos de trabalho. As informações são da Dow Jones.
www.atarde.com.br/economia/noticia.jsf?id=875795
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Enviados do dalai-lama viajam para diálogo com Pequim

Agencia Estado
Enviados do dalai-lama, líder espiritual exilado do Tibete, viajarão à China para encontrar uma solução para a crise na província. A informação foi divulgada hoje pelo escritório do dalai.
É o primeiro contato oficial entre representantes dos exilados tibetanos e o governo chinês desde os protestos violentos no Tibete, em março. Os dois enviados chegarão à China amanhã, para um "diálogo informal com representantes do governo chinês", informou o comunicado do governo tibetano no exílio na Índia. Não há detalhes no texto sobre o local ou a hora do encontro.
A declaração acrescenta que os representantes transmitirão as "profundas preocupações" do dalai-lama sobre como Pequim lidou com a situação. Também haverá "sugestões para trazer paz para a região".
Na semana passada, Pequim informou que dialogaria com um enviado do dalai-lama, porém impôs várias condições para as conversas - entre elas, que o líder religioso reconhecesse o Tibete como parte da China.
O dalai-lama - que fugiu do Tibete após uma fracassada insurgência contra os chineses em 1959 - afirma querer a autonomia da região, mas não sua independência do governo central. Pequim, porém, acusa-o de fomentar rebeliões separatistas na província.
O governo da China cita 22 mortos durante os violentos protestos na capital tibetana, Lhasa, que começaram em março. Membros do governo tibetano no exílio e ativistas internacionais pró-Tibete, porém, citam mais de 100 mortos, durante os confrontos e na repressão que se seguiu.
www.atarde.com.br/mundo/noticia.jsf?id=875788
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1 de mai. de 2008

Juiz e promotor do caso Isabella analisam inquérito neste feriado

da Folha Online

O juiz Maurício Fossen e o promotor Francisco José Taddei Cembranelli, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, analisam neste feriado prolongado do Dia do Trabalho as 1.200 páginas do inquérito produzido pela Polícia Civil a respeito da morte de Isabella Nardoni, 5. O inquérito foi entregue ontem (30).

Nas próximas segunda-feira ou terça, Cembranelli deve oferecer denúncia contra o casal, e Fossen será o responsável pela análise do documento. O promotor sinaliza que concordará com as conclusões da Polícia Civil e acusará o pai de Isabella, Alexandre Nardoni, 29, e a mulher dele e madrasta da menina, Anna Carolina Jatobá, 24, de homicídio qualificado.

Se a ação penal tiver início, o casal passará de suspeito e indiciado a acusado. Caso isso ocorra, Nardoni e sua mulher passarão a ser réus.

O procedimento de abertura do processo deve ocorrer paralelo à análise do pedido de prisão preventiva do casal entregue pela Polícia Civil à Justiça, com o inquérito. No pedido de prisão, a Polícia Civil afirmou temer que, livres, Nardoni e Jatobá fujam de São Paulo ou alterem as provas que constam do inquérito.

Na última segunda-feira (28), investigadores do 9º DP (Carandiru), que elaborou o inquérito sobre a morte de Isabella, informaram à Justiça que receberam informações sobre um plano de Nardoni e Jatobá de deixar o país. Os dois, conforme a denúncia, iriam para Portugal. Os advogados e familiares do casal negam a acusação.

Caso a prisão preventiva seja concedida, Nardoni e Jatobá podem permanecer isolados até o eventual julgamento do processo. Em abril, os dois passaram oito dias presos em delegacias de São Paulo, por força de um mandado de prisão temporária expedido por ordem do mesmo juiz, Fossen. O casal acabou solto por um habeas corpus concedido pelo desembargador Caio Eduardo Canguçu de Almeida, do TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo.

Ontem (30), a mãe de Isabella, Ana Carolina Cunha de Oliveira, participou de uma missa para marcar o primeiro mês da morte da menina, no cemitério Parque dos Pinheiros, no Jaçanã (zona norte de São Paulo). Depois da cerimônia, Oliveira levou flores e deixou uma boneca no túmulo da filha.

Prisão

Em entrevista, o advogado Marco Polo Levorin, um dos responsáveis pela defesa do pai e da madrasta de Isabella, afirmou ontem que não acredita que a Justiça irá decretar a prisão preventiva dos dois e, por isso, nem pensa em pedir um habeas corpus preventivo.

Levorin reafirmou ontem que a Polícia Civil cometeu irregularidades na condução do inquérito e nunca investigou a hipótese defendida pelo casal, ou seja, a de que uma terceira pessoa foi ao apartamento em que os dois moravam, agrediu, asfixiou e jogou Isabella pela janela. Para os dois, essa pessoa pode ter sido um ladrão ou um desafeto.

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Cunhada diz que Fritzl passava horas no porão todos os dias

Austríaco manteve sua filha trancada por 24 anos e teve sete filhos com ela; um deles morreu ao nascer

Efe

AMSTETTEN, Áustria - A cunhada de Josef Fritzl Christine R. assegurou que ele passava todos os dias horas no porão de sua casa, informa nesta quinta-feira, 1, o jornal Österreich. Na semana passada, foi descoberto que ele manteve sua filha Elisabeth, hoje com 42 anos, trancada por 24 anos, com quem teve sete filhos.

linkFritzl 'trabalhou no Brasil', diz jornal austríaco

Em entrevista publicada pelo jornal, Christine R. assegura que "todas as manhãs às 9 horas Josef descia ao porão, supostamente para desenhar projetos para umas máquinas que queria vender".

"Às vezes também passava toda a noite lá. Agora sabemos o motivo", acrescenta a cunhada de Fritzl, em referência aos abusos sofridos por Elisabeth, agora com 42 anos.

Christine R., de 56 anos, assegura ainda que Fritzl humilhou sua irmã durante os 51 anos de casamento, e que sempre maltratou seus filhos, que em muitos casos se casaram jovens para deixar a casa da família. "Minha irmã se casou com Josef quando tinha 17 anos, não tinha formação nem profissão, e ele se aproveitou dela de forma brutal durante 51 anos", relata.

"Josef era déspota, sempre o odiei", acrescenta Christine, que lembra que há 40 anos o marido de sua irmã foi preso pela violação de uma mulher em Linz. Fritzl e sua esposa, Rosmarie, tiveram sete filhos, dos quais uma, Elisabeth, ficou trancada por quase 25 anos no porão da casa da família, onde era violentada por seu pai e teve sete filhos.

www.estadao.com.br/internacional/not_int165923,0.htm

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30 de abr. de 2008

Em tática arriscada, Hillary lembra governo de seu marido

Colaboração para a Folha Online

Nos últimos discursos, a pré-candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton tem lembrado seus eleitores a prosperidade vivida durante a década de 90, época do mandato de seu marido, o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton. Mas a tática pode se voltar contra a senadora, já que não foram só bons momentos que marcaram a Presidência de Clinton.

A tática é usada principalmente entre os trabalhadores pobres de grandes Estados industriais --como a Pensilvânia e Indiana--, que nos últimos anos viram seu nível de vida cair e seus empregos acabarem. Este eleitorado, que já tradicionalmente apóia a senadora nas primárias, é considerado fundamental para garantir a vitória democrata também nas eleições gerais de 4 de novembro.

"Algumas vezes durante esta campanha eu ouvi criticismo dos anos 90. Isso é justo. É uma eleição e nós esperamos ser criticados. Mas eu sempre quis saber qual parte dos anos 90 eles não gostam: a paz ou a prosperidade", disse Hillary em um discurso na semana passada em Fayetteville, na Carolina do Norte.

Sua volta à década de 90 foi tema de uma reportagem no jornal norte-americano "The Wall Street Journal", que questiona se a dita prosperidade dos anos 90 superará os maus momentos de escândalos políticos e divisões partidárias também associadas ao governo de Clinton.

Elise Amendola/AP
Former President Bill Clinton speaks to his wife, Democratic presidential hopeful Sen. Hillary Rodham Clinton, D-N.Y., as they greet and sign autographs at a rally in Pittsburgh, Monday, April 21, 2008. (AP Photo/Elise Amendola)
Bill Clinton participa da campanha com sua mulher, a pré-candidata democrata Hillary

Leia a íntegra, em inglês

No discurso na Carolina do Norte --que realiza suas primárias em 6 de maio--, Hillary falou orgulhosa aos generais aposentados sobre a relativa paz do governo de seu marido, conhecido por sua política internacional aberta ao diálogo e às soluções pacíficas. "Comparado com o que vimos durante os anos 90, nós regredimos", falou Hillary.

Neste momento, reporta o "Wall Street", um dos presentes gritou da platéia "Sim, mas seu marido também sofreu processo de impeachment por infidelidade", referindo-se ao escândalo da Monica Lewinsky.

Este é um risco que a equipe de campanha de Hillary aceitou correr. Ao lembrar dos momentos de prosperidade econômica do governo Clinton, ela abre espaço para eleitores --e críticos-- lembrarem dos maus momentos e intrigas políticas.

Ataque democrata

Seu rival democrata Barack Obama parece não querer desperdiçar a chance. No debate democrata na Filadélfia, antes das primárias da Pensilvânia, Obama lembrou aos telespectadores alguns dos motivos pelos quais eles não gostam de Clinton.

Durante as duas horas de debate, Obama usou termos contidos para lembrar de uma história de 1992 quando Hillary afirmou de maneira pejorativa que poderia ter desistido de sua carreira política e "ficado em casa, assado biscoitos e tomado chá". Na época, muitos classificaram Hillary como uma ultrafeminista.

Na semana passada, em um fórum em Kokomo, Indiana, Obama culpou a divisão e os segredos envolvendo o primeiro mandado de seu marido pelo fracasso de Hillary em conseguir uma reforma do sistema público de saúde. "Todas estas pessoas falam sobre quanta experiência eles têm. Por que então eles não conseguiram fazer [a reforma]?", falou Obama.

Identidade

As críticas apontam para um problema que vem se arrastando durante toda a campanha de Hillary. Por mais de um ano, os seus assessores debatem como enfatizar os aspectos positivos da Presidência de Clinton sem impedir que Hillary crie uma identidade própria e evite ser apenas um lembrete do que os eleitores não gostavam nos anos 90.

"Nós reconhecemos que não podemos confiar nas conquistas dos anos 90", disse o porta-voz de Hillary, Mo Elleithee. "Mas ao mesmo tempo muitas pessoas de todos os grupos demográficos têm boas memórias de como eram suas vidas nos anos 90", completa.

A tática de Hillary de lembrar os bons momentos da década passada intensificaram-se com a aproximação das disputas democratas em Indiana e Carolina do Norte, em 6 de maio e Virgínia Ocidental e Kentucky, em 13 e 20 de maio respectivamente.

Estes Estados têm grandes eleitorados de baixa renda e de cidades rurais, similares aos que gostam de Clinton da sua época como governador de Arkansas e que prosperaram durante os anos 90. Hillary "é associada com a década sinônimo de crescimento de empregos e estabilidade econômica", diz o senador de Indiana Evan Bayh, que apóia a ex-primeira-dama.

www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u397205.shtml

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