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14 de mai. de 2008

Favorito à indicação democrata, Obama ainda enfrenta o fator racial

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JB Online

WASHINGTON - Apesar da vitória de Hillary Clinton na Virginia Ocidental, Barack Obama continua como favorito da corrida à indicação democrata e recebe novos apoios, mesmo com dificuldades para convencer os americanos brancos de origem modesta.

Obama recebeu nesta quarta-feira o apoio de três "superdelegados" do Partido Democrata, cujos votos serão decisivos na escolha do candidato que enfrentará John McCain em novembro. Hillary Clinton, por sua vez, recebeu o apoio de apenas um "superdelegado".

Obama também recebeu o apoio do Naral, a principal organização de defesa do direito ao aborto nos Estados Unidos, e de três ex-presidentes da SEC, a autoridade americana de regulação dos mercados, entre eles William Donaldson, ex-membro do governo de Ronald Reagan e presidente da SEC de 2003 a 2005, durante o mandato de George W. Bush.

- Os resultados da Virginia Ocidental não comprometem as chances de Obama de conquistar a indicação democrata - considerou nesta quarta-feira Patrick Healy, jornalista político do New York Times.

Porém, acrescentou, "para Obama, os resultados da Virginia Ocidental são preocupantes". - Se as pesquisas de boca-de-urna em outros Estados mostraram que muitos partidários de Hillary, entre eles muitos brancos, o apoiariam em novembro, mais da metade dos eleitores da Virginia Ocidental anunciaram que ficarão insatisfeitos se Obama ganhar a indicação - analisou o jornalista.

O fator racial foi determinante para os eleitores da Virginia Ocidental. Dois eleitores brancos em cada 10 admitiram que esse fator influenciou sua escolha, e oito eleitores brancos em cada 10 explicaram que apoiaram Hillary Clinton por causa do fator racial.

A ex-primeira-dama ganhou terça-feira a primária da Virginia Ocidental com 67% dos votos, contra apenas 26% para Obama. Foi seu melhor resultado desde o início.

Em um e-mail enviado nesta quarta-feira a seus partidários, Hillary Clinton afirmou que permanecerá na disputa até o fim do ciclo das prévias.

http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/05/14/e140519082.html

13 de mai. de 2008

Líder da base governista no Líbano promete resistir ao Hezbollah

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Photo

Por Alistair Lyon

BEIRUTE (Reuters) - O líder sunita libanês Saad al-Hariri prometeu na terça-feira que não haveria nenhuma rendição política ao que descreveu como uma tentativa do Hezbollah e dos aliados sírios e iranianos do grupo de impor sua vontade ao país por meio da força.

Em combates responsáveis por empurrarem o Líbano para a beira de uma nova guerra civil, o Hezbollah, um grupo xiita, e seus aliados da oposição expulsaram de Beirute e das montanhas a leste da capital os simpatizantes do governo libanês, liderado pelos sunitas.

"Eles estão exigindo simplesmente que nos rendamos. Eles querem que Beirute hasteie a bandeira branca. Isso é impossível", afirmou Hariri em uma entrevista coletiva, aparecendo em público pela primeira vez desde que o Hezbollah, na semana passada, tomou conta de áreas da capital libanesa dominadas pelos sunitas.

"Eles não conseguirão obter a assinatura de Saad al-Hariri em um documento de rendição aos regimes iraniano e sírio."

Na terça-feira, o Líbano viveu seu dia mais calmo desde o início dos conflitos, no dia 7 de maio, quando o premiê Fouad Siniora, aliado dos EUA, decretou como ilegal a rede de telecomunicações do Hezbollah e demitiu o chefe da segurança do aeroporto de Beirute, uma figura próxima do grupo xiita.

O Hezbollah disse que as medidas representavam uma declaração de guerra e rapidamente tomou conta de grande parte de Beirute, esmagando os milicianos ligados ao governo sunita. Depois, o grupo entregou as áreas conquistadas ao Exército libanês.

O canal Future TV, de Hariri, obrigado a interromper suas transmissões durante os conflitos, voltou ao ar pouco antes da entrevista coletiva dele.

Hariri, filho do ex-primeiro-ministro libanês assassinado Rafik al-Hariri, disse que as duas medidas, transformadas agora em letra morta, não significavam nenhum tipo de ameaça ao Hezbollah.

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRB5159420080513

12 de mai. de 2008

Com mãe de Isabella, "Fantástico" volta a registrar maior ibope do ano

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da Folha Online

O "Fantástico" voltou a registrar sua maior média de ibope do ano. Ontem (11), o programa dominical da TV Globo exibiu uma entrevista exclusiva com Ana Carolina Oliveira, mãe da Isabella Nardoni.

Reprodução /TV
Mãe de Isabella durante entrevista ao "Fantástico", exibida neste domingo
Mãe de Isabella Nardoni durante entrevista ao "Fantástico" da TV Globo, exibida no domingo

A entrevista ajudou o "Fantástico" a igualar o ibope do programa ao melhor do ano, registrado no último dia 20 de abril, quando foram entrevistados Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar a menina.

O programa, exibido das 20h51 às 23h15, registrou uma média de 33 pontos no Ibope, o mesmo obtido quando o "Fantástico" exibiu a entrevista com o pai e a madrasta de Isabella, segundo os dados consolidados informados pela assessoria da emissora à Folha Online.

Cada ponto no Ibope representa cerca de 55,5 mil domicílios na região pesquisada (Grande São Paulo, referência para o mercado publicitário).

O "share" (participação no total de televisores ligados na emissora) foi de 50%, 1 ponto percentual a menos do que registrou a entrevista de Alexandre e Jatoba.

O programa exibido ontem, porém, teve um pico maior do que o do dia 20. Foram 43 pontos no momento da entrevista, contra 42 da edição exibida em abril.

Entrevista

Durante a entrevista exibida pelo "Fantástico" e conduzida pela jornalista Patrícia Poeta, Ana Carolina Oliveira disse acreditar que o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá tem envolvimento na morte da criança, ocorrida no último dia 29 de março.

"Eu acredito [no envolvimento do casal]. Acho que a Justiça está começando a ser feita", disse em relação à prisão do casal no última quarta-feira, que considerou "justa". Para ela, o ciúme de Jatobá pode ter motivado o crime.

www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u401064.shtml

11 de mai. de 2008

Feministas dos EUA se dividem entre os pré-candidatos democratas

Colaboração para a Folha Online

Os movimentos feministas norte-americanos estão divididos entre os pré-candidatos democratas à Presidência dos EUA, mesmo com a histórica candidatura de Hillary Clinton.

Por enquanto, a campanha de Hillary Clinton sobrevive principalmente em razão do apoio de 60% das eleitoras brancas, contra 30% do rival Barack Obama na média das primárias ocorridas até terça-feira (6).

7.mai.2008 - AP
Eleitores feministas norte-americanas se dividem entre os candidatos à nomeação democrata, Barack Obama e Hillary Clinton
Eleitores feministas norte-americanas se dividem entre os candidatos à nomeação democrata Barack Obama e Hillary Clinton

Porém, entre mulheres brancas com alto nível educacional --a maior parte das feministas--, a vantagem da senadora é muito menor, 54% contra 43%, de acordo com pesquisas da agência Associated Press e de redes de televisão.

A diferença de gerações é um dos fatores que influencia o voto das mulheres. Entre as jovens feministas, a tendência é apoiar Obama, enquanto as mais velhas apóiam Hillary.

A senadora por Nova York freqüentemente menciona em campanha as mulheres idosas que nasceram antes do voto feminino ser permitido e confidenciaram a ela pensar que nunca veriam uma mulher eleita presidente.

Gloria Steinem, 74, um ícone do movimento feminista nos EUA, afirmou apoiar Hillary e criticou as feministas pró-Obama, por se posicionarem a favor do persistente "sistema sexual de castas" norte-americano.

Já Ariel Garfinkel, estudante do segundo ano da faculdade Mount Holyoke (Massachusetts), escreveu muitos argumentos contrários em sua coluna online, criticando a estratégia de Hillary que, segundo a estudante, estaria utilizando o fator raça e prejudicando as visões patrióticas de Obama.

"Esse padrão de política antigo e a adesão a valores não feministas é parte e parcela da campanha que Hillary Clinton tem feito", escreveu Garfinkel. "Nesta disputa, Barack Obama é o verdadeiro feminista".

Outra jovem feminista, Hannah Seligson, de Nova York, apóia Hillary e afirma se sentir isolada no mundo com suas amigas favoráveis a Obama.

"Eu evito as conversas com elas", afirmou Seligson, 25. "Elas são tão passionais e fazem muito sarcasmo contra Hillary".

Por todas essas divisões entre as mulheres, houve um conflito no grupo feminista mais conhecido dos EUA, a Organização Nacional para Mulheres (National Organization for Women, em inglês) antes que seu comitê político apoiasse Hillary em março de 2007.

De acordo com Kate Michelman, ex-líder de um grupo pró-aborto e eleitora de Obama, a campanha democrata deixou os movimentos feministas em uma encruzilhada.

"Nós estamos em um tempo e lugar onde não temos que basear tudo o que pensamos em termos de sexo, e isso pe um sinal de progresso", afirmou Michelman. "Esta visão rígida que nós temos que apoiar quando qualquer mulher está na disputa, é contraditória ao que eu considero ser o feminismo", acrescentou.

A ex-presidente de uma organização pela saúde da mulher e eleitora de Hillary, Gloria Feldt, afirmou que o movimento feminista não deve ter uma opinião única, mas disse temer que as disputas entre Hillary e Obama acabem com a influência que as feministas poderiam ter nas eleições se agissem como um grupo.

"Nós estamos afastando uma oportunidade de sermos vistas como um bloco estratégico para as eleições", afirmou.

www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u400715.shtml

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10 de mai. de 2008

'É mais difícil saber que foi o pai da minha filha', diz mãe de Isabella

Ana Carolina Oliveira disse não esperar que ciúme da madrasta chegasse a esse ponto e que ‘a Justiça foi feita’

Carina Flosi

Ana Carolina Cunha de Oliveira, de 24 anos, mãe de Isabella Nardoni, desabafou ontem à tarde pela primeira vez após a prisão do pai e da madrasta de sua filha, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. O casal é acusado de matar e depois atirar a menina de 5 anos de uma janela do 6º andar do Residencial London, na Vila Isolina Mazzei, em 29 de março.

Em uma breve entrevista na porta de sua casa, na Vila Medeiros, zona norte, a bancária revelou agora acreditar que o casal assassinou Isabella. “Não vou comentar sobre as investigações. Mas minha opinião após a prisão é que a Justiça foi feita. Eu estou confiando. Esperava que não fossem eles, mas não tem jeito, agora acredito. Agora a Justiça foi feita.” Sobre a autoria do crime demonstrou tristeza. “É bem mais difícil saber que foi o pai da minha filha.”

A mãe de Isabella contou que sempre conviveu com o ciúme que a atual mulher do ex-namorado sentia dela, mas nunca pensou que esse sentimento “pudesse chegar a essa proporção”. Ana Carolina disse estar “sem palavras” e muito surpresa com a reação, anteontem, das presas que estão no Carandiru e rejeitaram a presença da madrasta naquela unidade prisional. Elas ameaçaram fazer uma rebelião e prestaram uma homenagem à mãe de Isabella, com frases de apoio pintadas no pátio da prisão: “Homenagem a Isabella. Presente do Dia das Mães.”

Os avós maternos da garota, José Arcanjo de Oliveira e Rosa Cunha de Oliveira, apoiaram as declarações da filha. Durante a conversa na calçada da residência da família, eles se posicionaram um de cada lado de Ana Carolina, sempre com olhares de carinho e abraços. A jovem voltava de uma viagem de trabalho.

Ela estava apressada porque viajaria ainda ontem à noite. O retorno está previsto para amanhã de manhã, pois pretende passar a tarde com a família. Mas já sabe: o domingo de Dia das Mães será o mais sofrido de sua vida. “Acho que esse dia será um dos mais difíceis para mim”, afirmou.

CONFIANÇA Ana disse que acompanhou pela televisão a entrevista do casal sobre a morte de sua filha, mas preferiu não comentar as declarações. Ela usou em seu desabafo diversas vezes a palavra “Justiça”. “Justiça é a única coisa que me resta esperar agora. Estamos aí, está todo mundo batalhando junto e lutando para continuar. Estou confiante de que a Justiça vai ser feita e ela começou com a prisão deles”, afirmou a mãe de Isabella.

http://txt.estado.com.br/editorias/2008/05/10/cid-1.93.3.20080510.23.1.xml

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9 de mai. de 2008

Microsoft recorre de multa bilionária da União Européia

da France Presse, em Bruxelas

da Folha Online

A Microsoft recorreu nesta sexta-feira (9) na Justiça européia contra a multa recorde de 899 milhões de euros (R$ 2,3 bilhões) imposta pela Comissão Européia --o braço executivo da União Européia-- em fevereiro, pelo não cumprimento das obrigações determinadas pelo órgão em 2004 para corrigir violações às regras de concorrência.

"A Microsoft apresentou hoje ante o Tribunal de Primeira Instância [da Justiça européia] uma apelação para anular a decisão da Comissão [Européia] de 27 de fevereiro", afirmou um porta-voz da empresa de Bill Gates.

"Apresentamos essa apelação em um esforço construtivo de buscar esclarecimentos por parte do tribunal", disse.

A multa imposta pela Comissão Européia representa o maior valor já cobrado pelo bloco a uma única empresa por não cumprir uma sentença. A comissão afirma que a empresa norte-americana cobrou preços excessivos a seus concorrentes para ceder informações essenciais sobre seus softwares, a fim de que outras empresas fabricassem produtos compatíveis.

Em 2004, após concluir que a Microsoft tinha abusado de sua posição de domínio no mercado de informática, o órgão executivo da UE estabeleceu que a companhia devia oferecer informações às outras empresas. Na ocasião, a empresa também precisou pagar uma multa milionária, no valor de 497 milhões de euros (cerca de R$ 1,3 bilhão).

A decisão foi apoiada pelo Tribunal de Justiça da UE em setembro de 2007, mas, segundo a CE, a Microsoft só começou a cumpri-la adequadamente em 22 de outubro do ano passado.

"A Microsoft é a primeira empresa nos 50 anos de política de concorrência da UE que a Comissão precisa multar por não cumprir com uma decisão antitruste", afirmou a comissária da UE, Neelie Kroes.

A empresa de informática é acusada de dificultar a compatibilidade do programa Office e de incluir ilegalmente o buscador Explorer como parte do sistema operacional Windows.

A comissária também disse que, ao adotar durante mais de três anos preços excessivos devido à cessão de informação essencial, a companhia norte-americana não incentivou a inovação no mercado de programas de informática.

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