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2 de março de 2008

Aviões de Israel atacam escritório de premiê palestino

Agencia Estado
Aviões militares de Israel dispararam mísseis na madrugada de hoje contra o escritório do primeiro-ministro palestino em Gaza, Ismail Haniyeh, numa escalada da ofensiva israelense que deixou mais de 100 palestinos mortos em cinco dias. A ofensiva levou o moderado presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, a suspender conversações com Israel.
O escritório de Haniyeh, que é um dos dirigentes do movimento islâmico de resistência Hamas, estava desocupado no momento do ataque. A ação israelense foi vista como uma mensagem para a liderança do Hamas, que se recusa a suspender os disparos de foguetes contra o território israelense.
Na Cisjordânia, principal território palestino ocupado por Israel, tropas israelenses reprimiram manifestações de palestinos contra a ofensiva em Gaza. Na cidade de Hebron, soldados israelenses mataram um adolescente de 14 anos que participava das manifestações.
Combates voltaram a acontecer hoje em Gaza, mas com menor intensidade do que nos dias anteriores, por causa de medidas de segurança impostas pelo Hamas, que fechou as escolas e estabeleceu bloqueios nas ruas e nas estradas para impedir que os civis entrassem nas zonas conflagradas.
Durante a noite de ontem, uma adolescente palestina de 14 anos, uma menina de 21 meses e outros cinco palestinos morreram de ferimentos sofridos nos ataques israelenses. Os corpos de duas mulheres palestinas foram recuperados dos escombros deixados por um ataque aéreo israelense ocorrido no sábado.
Expectativa
Embora as ruas da maior parte da Cidade de Gaza estivessem vazias, centenas de palestinos se concentraram em torno dos principais hospitais, à espera da liberação dos corpos dos 54 palestinos que haviam sido mortos por ataques israelenses ontem. Dois soldados também israelenses foram mortos.
Os militantes radicais palestinos dispararam pelo menos 12 foguetes contra território israelense hoje, um deles contra a cidade de Ashkelon. Cinco civis israelenses ficaram feridos.
Em Ramallah, na Cisjordânia, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, qualificou os ataques israelenses contra Gaza como "genocídio" e "um holocausto", e anunciou a suspensão de conversações de paz com Israel. "Entramos no processo de paz para conseguir a paz, e não para começar guerras", disse um porta-voz do presidente. Em gesto simbólico, Abbas doou sangue para as vítimas dos ataques.
O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, rejeitou críticas e disse que "nada vai nos impedir de continuar as operações para proteger nossos cidadãos" e que "atacar o Hamas fortalece as chances para a paz".
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