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8 de fev. de 2008

Reservas do megacampo de Tupi podem ser três vezes maiores

Produção de petróleo e gás tem potencial para atingir 30 bilhões de barris

RIO DE JANEIRO - A produção de petróleo do megacampo de Tupi, na bacia de Santos, pode ser três vezes maior do que a anunciada. Sócia da Petrobras no projeto, a britânica BG informou ontem, em nota, que as reservas de petróleo e gás do campo, localizado na bacia de Santos, têm potencial para atingir de 12 bilhões a 30 bilhões de barris. A nova estimativa da BG, que tem 25% do campo, supera as projeções iniciais da Petrobras, que apontavam para um reservatório de cinco bilhões a oito bilhões de barris.

As previsões da petroleira britânica foram confirmadas pela portuguesa Galp, também sócia do empreendimentos, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários de Portugal. A Galp tem uma participação de 10% no projeto. Ao todo, as reservas da Petrobras no Brasil chegam a 13,9 bilhões de barris. Ou seja, se a estimativa de BG e Galp estiverem corretas, Tupi tem potencial para até dobrar o volume de óleo e gás que poderá ser extraído do subsolo brasileiro.

O anúncio mexeu com os papéis da Petrobras. As ações ordinárias da petroleira brasileira tiveram alta de 3,31% ontem, num dia em que a Bovespa fechou estável (-0,01%). Procurada, a Petrobras informou apenas que ninguém da empresa iria comentar o conteúdo dos comunicados das suas sócias em Tupi. A estatal brasileira é responsável pela operação do campo. Ou seja, fica a cargo da companhia desenvolver todos os projetos de perfuração de poços e de sistemas de produção. (Folhapress)

http://www.correiodabahia.com.br/economia/noticia.asp?codigo=147176

EUA pressiona por maior contribuição de aliados da Otan

O Globo OnlineAgências internacionais

CABUL - Na tentativa de mostrar unidade, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e o secretário das Relações Exteriores britânico, David Miliband, chegaram nesta quinta-feira ao Afeganistão, para pressionar aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a compartilhar a responsabilidade por tropas de combate na região.

Estados Unidos e Grã-Bretanha vêm pedindo aos outros membros da Otan para que mobilizem mais forças de combate no país, especialmente no sul, onde a insurgência do Talibã é mais forte.

" Sinceramente, espero que haja mais contribuições de tropas "

- Sinceramente, espero que haja mais contribuições de tropas. E é preciso mais forças afegãs - disse Rice a repórteres que acompanharam a viagem com ela a partir de Londres, onde a chefe da diplomacia americana se reuniu com o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown.

Rice e o premier britânico pediram que os membros da Aliança Atlântica enviem mais soldados para que o Afeganistão não se transforme em um "estado fracassado" e para que, nas palavras de Brown, "a distribuição do trabalho seja justa". Na quarta-feira, o secretário americano de Defesa, Robert Gates, chegou a dizer que a resistência de alguns países europeus em enviar mais soldados ao Afeganistão ameaça rachar a Otan.

" Acho que isso coloca uma nuvem sobre o futuro da aliança se isso durar e talvez até piorar "

- Temo bastante que a aliança evolua para uma aliança de dois escalões, em que há aliados dispostos a lutar e morrer para proteger a segurança das pessoas e outros que não estão [dispostos a isso]", afirmou o secretário - E acho que isso coloca uma nuvem sobre o futuro da aliança se isso durar e talvez até piorar.

A Grã-Bretanha possui cerca de 5.800 soldados no país dentro da Força de Assistência à Segurança no Afeganistão (Isaf), que tem a participação de 37 nações. Os EUA possuem cerca de 27.000 militares no país, aproximadamente 15.000 na missão da Otan e outros 12.000 sob comando direto de Washington.

Os enviados ao Afeganistão planejam se reunir com comandantes da Otan no front da luta contra o grupo. Rice e Miliband também devem ser recebidos pelo presidente afegão, Hamid Karzai.

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2008/02/07/eua

Maioria no Japão aprova caça às baleias, indica pesquisa

Agencia Estado
Quase dois terços dos japoneses aprovam a caça de baleias que o país promove anualmente. E mais da metade concorda com o consumo humano da carne dos cetáceos, segundo constatou uma pesquisa divulgada hoje pelo jornal Asahi. Ainda de acordo com o diário, a maioria dos que se disseram favoráveis à caça tem mais de 40 anos. Dos que apóiam tal prática, três quartos eram do sexo masculino.
Dos 2.082 entrevistados pelo Asahi, 56% disseram-se favoráveis ao uso da carne de baleia como alimento, contra 26% desfavoráveis. A margem de erro não foi divulgada. As entrevistas usadas na elaboração da pesquisa foram conduzidas nos dias 2 e 3 deste mês, logo depois de o ministro das Relações Exteriores da Austrália, Stephen Smith, ter visitado Tóquio. Durante a visita, Smith pressionou as autoridades japonesas para que parassem com tal prática nas águas próximas à Antártida. O novo governo australiano opõe-se veementemente à caça às baleias.
O ministro da Agricultura do Japão, Masatoshi Wakabayashi, disse hoje que Tóquio tem planos de expressar seu "arrependimento" um dia depois de a Austrália ter divulgado imagens que mostravam caçadores japoneses arpoando uma baleia e arrastando sua grande carcaça sangrenta para dentro de navios que estavam perto da Antártida. O Japão suspendeu temporariamente a caça às baleias em meados de janeiro em meio a confrontos entre ativistas ambientais e pescadores em alto-mar. Posteriormente, porém, Tóquio afirmou que a pesca foi retomada depois que os ativistas tiveram que voltar para abastecer seus barcos. A Comissão Internacional Baleeira (CIB) autoriza a caça de baleias para fins de pesquisa, mas vetou a comercialização da carne desses animais em 1986.
http://www.atarde.com.br/mundo/noticia.jsf?id=836187

7 de fev. de 2008

Forças de Israel matam seis atiradores e um professor em Gaza

da Folha Online

Tropas israelenses apoiadas por tanques, helicópteros e aviões de guerra mataram seis atiradores palestinos e um professor durante incursão na faixa de Gaza nessa quinta-feira.

A ação é uma resposta de Israel ao grupo radical islâmico Hamas, que controla a região desde junho de 2007 e reivindicou os ataques suicidas da última segunda-feira (4).

Desde 2004, a facção islâmica não realizava nenhuma ação dentro do território israelense.

Moradores disseram que tanques e escavadeiras cruzaram a fronteira ao norte de Gaza, perto da cidade de Jabalya.

Forças israelenses também atuaram em Beit Hanoun, comunidade israelense freqüentemente atingida por bombardeios palestinos.

O Hamas afirmou que cinco de seus atiradores foram mortos lutando contra as tropas israelenses. Outro atirador, do grupo radical Jihad Islâmico, também morreu nos confrontos.

Um dos mísseis atingiu uma escola em Beit Hanoun, matando um professor e ferindo três alunos. A princípio, dois deles foram identificados como funcionários, mas o Ministério da Educação de Israel confirmou que são estudantes de 16 anos de idade.

"Qual foi o crime deste professor enviado por uma missão religiosa?", questionou o ministério em comunicado oficial. Uma porta-voz militar de Israel disse que as tropas queriam atingir um depósito de mísseis dentro da comunidade. "Nosso alvo certamente não era a escola".

Ela também disse que uma investigação foi iniciada para averigüar o ataque em Beit Hanoun, e confirmou que houve uma incursão de algumas horas em Jabalya.

Hamas

Israel saiu da faixa de Gaza em 2005, após 38 anos de ocupação, mas ainda controla a faixa litorânea e o espaço aéreo local.

O Hamas tomou o controle de Gaza em junho passado, após derrotar o Fatah, leal ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que havia retomado os diálogos de paz com Israel.

O Hamas e outros grupos radicais islâmicos freqüentemente lançam mísseis pela fronteira.

"Se os bombardeios provenientes de Gaza continuarem, nós intensificaremos nossas operações", disse o Ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, à Rádio do Exército.

Segundo o jornal israelense "Haaretz", ao menos dez mísses foram lançados ontem de Gaza sobre a cidade de Negev, e outros sete nesta quinta-feira sobre Sderot, ferindo ao menos quatro israelenses.

Com Reuters

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u370291.shtml

Tornados e tempestades deixam ao menos 55 mortos nos EUA

Estado do Tenessee tem maior número de vítimas e prejuízos; são mais de 150 feridos, incluindo 51 estudantes

Agências internacionais

Cerca de 200 pessoas ficaram feridas em Arkansas, Kentucky, Mississippi e Alabama

AP

Cerca de 200 pessoas ficaram feridas em Arkansas, Kentucky, Mississippi e Alabama

WASHINGTON - As fortes tempestades e os tornados que desde a terça-feira, 5, castigam vários Estados do sul dos Estados Unidos deixaram até o momento 55 mortos, informaram nesta quinta-feira as autoridades americanas.

O presidente dos EUA, George W. Bush, e outras personalidades da política americana mostraram sua solidariedade aos desabrigados e seu apoio às famílias das vítimas fatais. Um porta-voz da Casa Branca informou que Bush viajará nesta quinta-feira ao Tennessee para conhecer de perto a situação e manifestar sua solidariedade aos desabrigados.

Os últimos indicativos policiais recolhidos pela Associated Press indicam que 31 pessoas morreram no Tennessee, 13 em Arkansas - inclusive três membros de uma mesma família -, sete em Kentucky e quatro no Alabama, enquanto o Estado do Mississipi ainda não contabilizou nenhuma morte. Cerca de 200 foram feridas com a passagem do fenômeno em Arkansas, Kentucky, Mississippi e Alabama na noite de terça-feira.

As autoridades acreditam que o número de vítimas pode aumentar com o avanço dos trabalhos de resgate e a inspeção dos imóveis e das zonas devastadas. "Sabemos que há oito mortos e continuamos as buscas. A devastação foi imensa", assinalou Shelvy Linville, prefeito de Lafayette, no Tennessee.

O Estado do Tenessee é o que registra o maior número de vítimas e prejuízos materiais, especialmente na cidade de Memphis e na fronteira com o Kentucky. Entre os mais de 150 feridos se encontram 51 estudantes da Universidade do Tennessee, arrastados pela tempestade no interior dos dormitórios da residência universitária, na cidade de Jackson.

Um campus universitário, um centro comercial e um asilo foram destruídos. Os fortes ventos provocaram também a queda de uma antena do serviço de patrulha de estradas de Memphis, obrigando a suspensão temporária dos vôos no aeroporto da cidade. Os tornados provocaram ainda um incêndio em uma estação de gás natural em Hartsville.

O presidente americano expressou em comunicado seu pesar a todos os desabrigados e aos governadores dos cinco estados, com os quais falou por telefone na manhã desta quarta-feira. "Quero que a população destes estados saiba que todos os americanos estão dando o seu apoio. A administração está preparada para ajudá-los e encarregar-se de qualquer ligação de emergência", afirmou Bush.

O secretário do Departamento de Segurança Nacional, Michael Chertoff, também mostrou sua solidariedade aos desabrigados e às famílias das vítimas das tempestades. Chertoff garantiu que a Agência Federal para a Gestão de Emergências (Fema, na sigla em inglês) já desdobrou unidades na área para "responder o mais rápido possível" e recomendou aos cidadãos seguir as ordens de evacuação feitas pelas autoridades locais.

Os tornados também acabaram afetando a jornada da "superterça", pois obrigaram o fechamento momentâneo de alguns postos de votação no Alabama, Arkansas e Tennessee, três dos 24 estados convocados a votar. Os pré-candidatos democratas Hillary Clinton e Barack Obama e o republicano Mike Huckabee também comentaram sobre a tragédia em seus discursos.

Segundo o meteorologista Tim Ballisty, do "The Weather Channel", a ameaça de fortes tempestades continua, principalmente no sul de Ohio, no leste de Kentucky, no leste do Tennessee, na Virgínia Ocidental, e do sul da Pensilvânia e de Nova Jersey até o sul da Georgia e o norte da Flórida.

A última tragédia provocada por tempestades nos EUA aconteceu em maio do ano passado, quando dez pessoas morreram em conseqüência dos tornados que devastaram o Estado central do Kansas.

O pico da estação de tornados nos EUA ocorre entre o final do inverno e meados do verão, mas as tempestades podem ocorrer a qualquer época do ano, dependendo das condições do tempo. Os tornados podem ser causados pelo fenômeno La Niña, o esfriamento do Oceano Pacífico que pode causar mudanças nos padrões climáticos ao redor do mundo. Ele é o oposto do El Niño, um aquecimento periódico da mesma região. http://www.estadao.com.br/internacional/not_int120915,0.htm

Planalto tira cartão de ministros e veta dados sobre Lula

Após escândalos envolvendo o uso irregular dos cartões corporativos, o governo anunciou ontem que os ministros de Estado não poderão usar mais esse mecanismo para pagar suas despesas. Outra medida anunciada foi a retirada do site "Portal da Transparência" dos gastos feitos pelo administrador que compra as refeições servidas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O governo também poderá parar de divulgar as despesas feitas pelos seguranças que protegem a família de Lula. Em entrevista coletiva, os ministros Dilma Roussef (Casa Civil), Franklin Martins (Comunicação Social) e Jorge Armando Félix (Segurança Institucional) apoiaram a investigação parlamentar sobre os cartões. Falhas encontradas, disse Dilma, seriam individuais e cada um "sofrerá as conseqüências" de seus atos.
"Até então ministro podia ter cartão. Até esse episódio tinham alguns ministros com cartão, porque essa era a praxe. A partir de agora há uma avaliação por parte do Ministério do Planejamento no sentido de que ministro não pode ter cartão, porque fere o princípio da impessoalidade", disse Dilma.
"No caso do ministro do Esporte [Orlando Silva], ele comprou uma tapioca de R$ 8,20 aqui em Brasília. Por que? Porque o cartão sempre era para ele. Quem tem cartão comprava pra si, por isso que estamos tirando o cartão dos ministros".
Em seguida, a ministra acrescentou: "Não que nós achemos que os ministros são mau gastadores, mas porque nós achamos que o princípio da transparência impede que alguém compre pra si mesmo". Ainda não está decidido se ministros terão direito a diárias durante viagens ou se seus assessores pagarão suas contas.
Na questão das refeições compradas para o presidente, Dilma disse que o Banco do Brasil, que administra os cartões, removeu, equivocadamente, a classificação sigilosa do cartão de José Henrique de Souza -que gastou em 2007 R$ 115 mil em supermercados, açougues, lojas de bebida e delicatessens de luxo em Brasília.
Abusos no uso do cartão já derrubaram do cargo a ex-ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial) e levaram Orlando Silva a devolver R$ 30 mil. Nesta semana, a reportagem revelou detalhes das despesas das equipes de segurança dos filhos do presidente em Florianópolis (SC) e São Bernardo (SP), o que incentivou a oposição a criar uma CPI.
Dilma defendeu a ampliação do uso do cartão como forma mais transparente e rastreável de controlar pequenas despesas e fez alusões indiretas ao governo Fernando Henrique Cardoso, quando predominavam contas "tipo B" (depósitos em conta de servidores que em seguida sacavam dinheiro e apresentavam notas em papel).
Os ministros negaram ter preocupação com a instalação de uma CPI e citaram como exemplo disso a estratégia do governo de apoiar o ato no Congresso. "Não tem problema nenhum. Tudo bem uma CPI", disse Franklin Martins.
Sobre uma suposta negociação de cargos entre governo e PMDB para dominar as investigações na CPI, Dilma disse que o país não é uma "republiqueta de bananas", portanto preza a governabilidade por meio de alianças políticas, inclusive na escolha dos titulares das empresas do setor elétrico.
http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id