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29 de agosto de 2008

PF já prendeu 15 suspeitos de cometer crimes eleitorais no Rio

Dos presos, dez são policiais militares e uma é candidata a vereadora. Onze detidos foram levados para presídio de segurança máxima no Paraná.

Do G1, no Rio, com informações da TV Globo

Foto: Reprodução/Tv Globo

Operação Voto Livre (Foto: Reprodução/Tv Globo)

A Polícia Federal prendeu mais três pessoas no fim da tarde desta sexta-feira (29), durante a Operação Voto Livre , de repressão a crimes eleitorais no Rio. Os presos são suspeitos de formação de quadrilha armada, homicídio e coação eleitoral - obrigar alguém a votar ou deixar de votar em determinado candidato usando de violência.

Com as prisões, a PF já cumpriu 15 dos 22 mandados de prisão expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Dos detidos, dez são PMs.

Durante a madrugada, 11 pessoas foram presas, incluindo a candidata a vereadora Carminha Jerominho - filha do vereador Jerominho Guimarães e sobrinha do deputado estadual Natalino Guimarães, que estão presos acusados de comandar a milícia conhecida como Liga da Justiça, na Zona Oeste. Outra pessoa, um PM identificado como Kennedy, também foi presa no início da tarde.

Presos em Catanduvas

Onze presos, incluindo Carminha Jerominho, embarcaram no avião da Polícia Federal, nesta tarde. Por determinação do TRE, eles vão cumprir prisão temporária no presídio de segurança máxima de Catanduvas, no Paraná

Os que não embarcaram ficaram no Batalhão Prisional, em Benfica, no presídio de Bangu 8 e na sede da Polícia Federal.

A tranfesrência dos presos foi adotada porque o TRE entendeu que, estando num presídio no Rio, havia o risco de o grupo promover articulações de dentro da cadeia.

Investigação

Há 90 dias a PF, com o apoio do Ministério Público e do TRE vem investigando as 22 pessoas suspeitas de crime eleitoral. Segundo o superintendente da Polícia Federal, Valdinho Caetano, Carminha vinha se beneficiando em sua campanha de atos cometidos pelo grupo de milicianos, conhecido como Liga da Justiça, que atua principalmente em Campo Grande, na Zona Oeste da cidade.

"O grupo, formado em sua maioria por PMs fazia a sustentação da campanha pela força. Eles obrigavam moradores a deixar suas casas e houve duas tentativas de homicídio de pessoas que se recusaram a permitir a colocação de propaganda eleitoral em suas casas. A candidata também se beneficiava do esquema de venda de gás. Os revendedores da comunidade eram obrigados a comprar de um intermediário, que elevava o preço de R$ 21 para R$ 32 do botijão para obter mais recursos para a campanha da candidata", explicou Caetano.

Operação permanente para prender suspeito

Caetano afirmou que vai manter uma operação permanente para prender o irmão da candidata. Segundo ele, Luciano Guinâncio Guimarães - suspeito de ter comandado a chacina na Favela do Barbante, Campo Grande, na Zona Oeste – agora é também um foragido federal.

“Com esta operação e com o apoio da Secretaria de Segurança Pública, posso afirmar que a milícia conhecida como Liga da Justiça sofreu um duro golpe”, disse Caetano.

O advogado Ésio Lopes, que defende a candidata Carminha Jerominho, entregou à desembargadora federal Maria Helena Cisne, do TRE, os documentos que seriam anexados numa notícia-crime da candidata contra o delegado Marcus Neves da 35ª DP (Campo Grande). Segundo a candidata, o delegado está perseguindo sua família.

“Não tivemos tempos de tomar todas as providências para apresentar a notícia-crime antes da prisão da Carminha. Por isso, procurei a desembargadora para conversar e entregar os documentos. Esse delegado (Marcus Neves) está numa alucinante perseguição contra qualquer candidatura na Zona Oeste. Tudo isso é uma ação orquestrada para acabar com a candidatura da Carminha, que estava em terceiro lugar nas intenções de voto na região. Essa prisão é coisa de gente de muito alta, politicamente falando, querendo destruir a Carminha”, disse o advogado, lembrando que no último dia 21 a candidata procurou a PF para se queixar do delegado.

Defesa

Enquanto estava sendo presa, Carminha Jerominho disse ao telefone para a equipe do RJTV que esteve na semana passada na PF para pedir orientação e ajuda na campanha, alegando estar sofrendo perseguição do titular da 35ª DP. Ela disse que é falsa a acusação de que estaria sendo favorecida por uma suposta milícia em Campo Grande. Ela informou ainda que há 15 anos sua família realiza trabalhos sociais que atendem a população e que tentar ligá-la a pessoas envolvidas com milícia não tem fundamento.

http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL742004-5606,00-PF+JA+PRENDEU+SUSPEITOS+DE+COMETER+CRIMES+ELEITORAIS+NO+RIO.html

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