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25 de janeiro de 2008

Fórum de Davos apresenta face generosa da globalização

DAVOS (AFP) — O Fórum de Davos, preocupado em atribuir uma face humana ao capitalismo, debateu nesta sexta-feira a responsabilidade social das empresas e o desenvolvimento, enquanto eram anunciadas diversas iniciativas de caráter filantrópico.

O bilionário americano Bill Gates anunciou uma doação de 306 milhões de dólares em favor do setor agrícola na África e na Ásia.

Um grupo de empresários se reuniu em torno do fundador da Microsoft para advertir sobre os riscos de fracasso das metas de desenvolvimento do milênio da ONU fixadas para 2015.

O primeiro-ministro britânico Gordon Brown afirmou que o mundo não atingiria o objetivo de reduzir em 75% a mortalidade infantil antes de 2050. Quanto à ambição de escolarizar todas as crianças do planeta, este não será atingido antes de 2115, lamentou.

"As crianças do mundo não podem esperar mais um século", disse Brown.

"Conseguimos mandar o homem para a lua, mas não conseguimos colocar as crianças na escola", afirmou o cantor Bono Vox.

O presidente da Nigéria Umaru Yar'Adua reconheceu que as metas do milênio eram "um grande desafio", mas que a África estava determinada a atingir as mesmas.

"Devemos ser os defensores dos fracos, deserdados, daqueles que são excluídos", declarou o secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon, considerando "inaceitável que uma criança morra de fome a cada cinco segundos".

A reunião do Fórum Econômico Mundial é a cada ano uma oportunidade para os líderes econômicos e políticos de apresentar promessas generosas.

O fórum é freqüentemente criticado, em particular pelos militantes antiglobalização que fizeram dele o principal alvo de suas críticas, por anunciar grandes idéias em público, embora os interesses privados sempre sejam priorizados nas conversas de bastidores.

A doação anunciada pela fundação criada por Bill Gates e sua esposa Melinda, será destinada para a melhora do solo, para a produção de leite e café e para a irrigação na África e na Ásia. A fundação é dotada de 37,6 bilhões de dólares.

"Se vocês olharem para os países que conseguiram seu desenvolvimento econômico, todos, à exceção dos produtores de petróleo, fizeram da agricultura um elemento essencial", ressaltou Gates.

Entre as outras iniciativas, o Fórum Econômico Mundial e as Nações Unidas anunciaram o estabelecimento de regras de conduta para encorajar a cooperação entre empresas privadas e organismos especializados em ajuda humanitária.

Um acordo específico prevê a ajuda de três empresas de transporte e logística (Agility, TNT e UPS) para futuras ações de urgência em situações de catástrofe humanitária.

Sob a bandeira do "civismo das empresas", 15 presidentes de grandes empresas assinaram um apelo para incitar seus pares a colaborar com as instituições para aumentar a eficácia das políticas públicas. A maioria dos signatários dirigem companhias americanas.

No início da semana, a Federação Internacional das Ligas pelos Direitos Humanos (FIDH) pediu aos Estados, em ocasião do Fórum de Davos, que "desenvolvam instrumentos jurídicos de forma que as empresas apliquem uma norma mínima em matéria de respeito aos direitos humanos".

Outras iniciativas foram anunciadas nesta sexta-feira para a educação em Ruanda ou ainda para a luta contra a malária.

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