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20 de setembro de 2007

A Mesa encaminha o 4º processo contra Renan

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), será alvo de um quarto processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Casa. Na manhã desta quinta-feira, a Mesa Diretora do Senado decidiu encaminhar uma nova representação contra o senador. Apresentada pelo PSOL, ela pede a investigação da denúncia sobre um esquema de desvio de verbas públicas em ministérios comandados pelo PMDB.

A denúncia partiu do advogado Bruno Brito Lins, ex-marido de uma assessora de Renan. Lins revela que seu ex-sogro, Luiz Carlos Garcia Coelho, trabalhava como lobista e montou o esquema de desvio de dinheiro. Com a decisão da Mesa Diretora, o quarto processo entra na fila do Conselho, que tem outras duas ações contra Renan -- a do caso Schincariol e a do episódio dos laranjas da rádio e jornal de Alagoas.

Na reunião desta quinta, parte da Mesa Diretora defendeu a fusão entre os processos contra Renan no Conselho. Se a proposta fosse aceita, o caso denunciado por Bruno Lins seria anexado às outras representações. Mas o vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), se disse contra a proposta -- que, curiosamente, partiu de seu próprio partido: "Devemos fazer o julgamento em um dia só, mas com 3 relatórios distintos".

Discurso - Momentos antes da decisão da Mesa, Renan Calheiros voltou a repetir as mesmas bravatas que marcaram sua defesa na série de escândalos envolvendo seu nome. "Como é que se tira um presidente do Senado que é inocente? Essa é a pergunta que hoje o Brasil se faz", disse ele, ignorando o enorme impacto negativo de sua absolvição na opinião pública. "Vocês vão ver que eu sou inocente", prometeu ele.

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